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O 5G é a nova geração de internet móvel, com potencial de revolucionar totalmente a forma como as pessoas e as coisas se comunicam. Diante de tantas mudanças que estão ocorrendo com a expansão dessa tecnologia no mundo, também se torna mais frequente no nosso dia a dia o aparecimento de diversos termos relacionados ao 5G.

Para que possamos compreender melhor tudo que envolve esse universo cada vez mais real em nossas vidas, é necessário conhecermos melhor o que significa, por exemplo, latência, UWB, 5G SA, 5G NSA, etc. Por isso, vamos observar mais de perto alguns dos termos principais sobre o 5G.

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5G NR e 5GE

O nome padrão para a cobertura 5G é 5G NR (New Radio), que faz referência às ondas de rádio que transmitem os sinais da nova internet móvel. 5G NR é um termo de padronização global para a interface aérea de redes 5G desenvolvida pela 3GPP (3rd Generation Partnership Project  – organização composta por empresas de tecnologia móvel da Europa, da Ásia e da América do Norte).

Uma espécie de alternativa 5G Evolution surgiu nos Estados Unidos pela operadora AT&T, anunciando um 5GE, que não é 5G. Em outras palavras, é fake, pois se trata de um 4G avançado ou LTE avançado (LTE e 4G, no Brasil, se tratam da mesma coisa). O 4G avançado consegue ser 10 vezes mais rápido que o original (mas não é 5G, repetindo).

A Claro e a TIM, no Brasil, apresentaram um 4,5G (que é o LTE Advanced Pro) em anúncios recentemente e foram criticadas por causa de uma possível desonestidade ao darem ênfase no número 5 e na letra G nas propagandas. As diferenças entre LTE Advanced Pro e 5G são muito grandes, com a nova internet móvel sendo muito superior.

5G NSA e 5G SA

A implantação do 5G passa por estágios e avanços, como foi com as redes anteriores 3G e 4G. O 5G NSA mantém a dependência do núcleo de rede do 4G para funcionar corretamente, porque não é autônomo ainda (Non-Standalone, ou NSA).

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O 5G NSA não é autônomo, pois precisa de toda estrutura ainda existente de antenas e até mesmo de dispositivos. Parte do que há de rede e aparelhos no mundo já pode suportar o 5G a partir de atualizações de software. Porém, a evolução da rede tende a alcançar a autonomia.

Então, o 5G SA (Standalone, ou SA) é o futuro da implantação 5G NR, quando a nova rede móvel será capaz de operar por conta própria. O 5G SA, possivelmente, vai permitir um desenvolvimento e uma distribuição mais barata, com uma grande variedade de ofertas de velocidade, capacidades de transmissão e latência.

É por isso que o 5G SA proporcionará redes exclusivas para cenários e usos diversos na área comercial, residencial, industrial e pública. Para os aparelhos, o modem vai ditar se um smartphone será NSA ou SA, por exemplo. Os dispositivos precisam suportar redes 5G e os avanços nesse segmento apresentam inclusive potencial para atualizações futuras do 5G, como é o caso do 5G Snapdragon X65 da Qualcomm.

DSS

DSS é o termo no 5G usado para Dynamic Spectrum Sharing, ou compartilhamento de espectro dinâmico, usado pela Claro no Brasil. Quando uma operadora deseja usar seu espectro 4G para 5G, ela tem que decidir entre descontinuar o serviço 4G ou compartilhar o serviço 4G com o 5G. O DSS é a melhor maneira de fazer esse compartilhamento.

Por exemplo, um equipamento de torre altera o quanto do espectro deve estar disponível para cada tipo de conexão em tempo real, ou seja, dinâmico. Assim, em milissegundos, a rede pode ser ajustada para se adequar a diferentes tipos de cargas.

De uma forma resumida, o 5G DSS é um 5G NSA que utiliza o LTE Advanced Pro ou o 4G, até mesmo o 3G ou o 2G como estrutura para ser transmitido. Logo, uma rede 5G DSS é 5G, mas não consegue oferecer toda a eficiência que uma rede 5G SA pode oferecer, principalmente com relação à latência, que é muito menor no 5G SA do que no 5G DSS.

Latência

Quando o dispositivo tenta carregar um conteúdo online, ele realiza uma solicitação, que é enviada ao servidor. O servidor então envia de volta o arquivo referente ao que foi solicitado pelo dispositivo. O tempo que essa execução leva é chamado de latência. São muitas variáveis que interferem se a latência é alta ou baixa, porém, a configuração das antenas de celular que atendem a inúmeros aparelhos conectados a elas é fator-chave.

Medida em milissegundos, quanto mais tempo for levado para a conclusão de uma transmissão, maior é sua latência. Um dos principais focos no desenvolvimento da tecnologia 5G é na diminuição da latência (para até 1ms), e isso é uma das características mais claras que o usuário comum vai perceber na mudança com relação à internet atual.

Bandas

Se latência tem a ver com velocidade, banda tem a ver com capacidade. A medida da capacidade de transmissão da rede, determina a velocidade com que os dados trafegam. Bandas são como pedaços de frequência reservados para uma empresa que as licenciou na agência reguladora em um país. É por isso que, por exemplo, rádio não interfere em televisão ou em Wi-Fi.

A tecnologia 5G pode utilizar uma ampla gama de bandas, que vão desde bandas baixas, como 3G e 4G, até bandas de frequência muito alta, que oferecem velocidades enormes. É importante ter em mente que bandas mais baixas são boas para distâncias maiores e bandas mais altas são boas para velocidade e capacidade.

No Brasil, as empresas de telefonia móvel usam o 4G em bandas entre 700MHz e 2600MHz. O 5G suporta um leque de bandas que vão desde 400MHz à banda n259, de 41GHz.

Banda Sub-6, Banda Baixa, Banda Média e Banda C

Há também termos que diferenciam faixas de frequência de bandas. Banda Sub-6 trata das faixas de frequência abaixo de 6GHz. Quando a banda possui faixa de frequência abaixo de 1GHz, ela é chamada de Banda Baixa.

A Banda Média está nas faixas de frequência entre 1GHz e 6GHz. E quando a banda usa faixas em sistemas satelitais, entre 3700MHz e 4200MHz, o termo em 5G usado para ela é Banda C.

UWB e mmWave

De acordo com a Anatel, quando a largura de banda é 25% maior que sua frequência central, ou quando é maior que 1,5GHz, o termo usado é UWB (Ultra Wideband). Com a tecnologia UWB, há uma comunicação de curto alcance com muito mais precisão, muito mais rapidez e muito mais confiabilidade.

As frequências extremamente altas (Extremely High Frequency – EHF) também possuem um termo em 5G específico, sendo chamadas de mmWave. São frequências com alcance de 30GHz a 300 GHz, consideradas as mais elevadas da radiofrequência. Elas têm um comprimento de onda de dez a alguns milímetros, por isso a abreviação mmWave (onda milimétrica).

ToF, MIMO e Beanforming

ToF é o termo em 5G usado para o cálculo de tempo de variação na comunicação entre dispositivos que usam a tecnologia UWB. Quando smartphones, ou qualquer outro dispositivo com suporte UWB está perto de outros dispositivos com UWB, eles começam a se identificar, como uma espécie de mapeamento, uma varredura. O intervalo do tempo de variação é uma espécie de cálculo do tempo de voo (Time of Flight) entre os dispositivos, tanto que mostram a distância entre eles, o posicionamento, o tempo de transferência de pacotes, etc.

A técnica que permite a transmissão de vários sinais simultaneamente em uma rede 5G é chamada de MIMO (Multiple Input, Multiple Output). Já o direcionamento de feixe, em outras palavras, o apontamento do sinal 5G na direção do receptor é compreendido pelo termo Beanforming.

RAN (Radio Access Network) ou rede de acesso de rádio e Rede Central

Uma RAN, rede de acesso de rádio, consiste nos equipamentos que existem entre o dispositivo sem fio e a conexão em geral. A tecnologia de desenvolvimento da RAN tem evoluído constantemente, trazendo aparelhos que fazem o meio de campo entre o celular e a Rede Central com muito mais desenvoltura.

A Rede Central é para onde toda conexão vai após ser direcionada pela RAN de uma torre, por exemplo. Pode ser a conexão existente em uma sub-rede, como pode ser uma conexão feita em um prédio ou até mesmo em redes maiores, direcionando o tráfego para todo o mundo.

Estes foram alguns dos termos mais comuns e importantes que são usados quando falamos sobre o 5G. Certamente, uma infinidade de siglas, nomenclaturas e definições menos costumeiras foram deixadas de fora, diante da imensidão do universo dessa nova tecnologia de rede móvel.

Imagem: alexsl/iStock