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Produtores rurais e empresários do agronegócio estão pressionando a Anatel por maior conectividade no campo com o leilão do 5G. Conforme as negociações para que a quinta geração de conexão seja implementada, aproximadamente 77% da área rural brasileira permanece sem algum tipo de conectividade. Essa desigualdade digital impacta nos números da produção agrícola.

Cleber Soares, Diretor de Inovação da Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontou que a produção agropecuária é estimada em R$ 1 trilhão para 2021. Mas, os índices podem crescer caso ao menos o 4G seja implementado nas regiões rurais. Em entrevista à Agência Câmara de Notícias, Cleber comentou que se o alcance atual for dobrado, a produção pode crescer em 6,3% do valor bruto, caso seja implementado 80% da conexão, o valor pode subir para até 10,2%.

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Na câmara dos deputados, existe um grupo de trabalho voltado para a implantação da tecnologia 5G que está debatendo não só os temas ligados ao leilão, mas a inclusão do campo na realidade digital pelo 4G. O tema conta com apoiadores e contrários. Neste segundo grupo, um dos argumentos é que as empresas do campo têm pressa e precisam já da conexão de quinta geração.

Frequência 700 mHz e o campo

A Anatel já está prestes a iniciar o leilão da tecnologia 5G. Seu presidente, Leonardo Euler, comentou que o edital deve licitar diversas faixas de radiofrequência para aprimorar os serviços de telecomunicação, tanto no 5G como no 4G. Isso inclui a faixa 700 mHz, ideal para as zonas rurais já que possui baixa frequência e consegue viajar longas distâncias.

Euler também explicou que mais de 90% dos municípios e da população brasileira possuem cobertura 4G. O problema é que ela é centrada nas cidades sede, enquanto vilas e povoados acabam ficando sem qualquer tipo de conexão. Parte dessa má distribuição se deve porque as grandes operadoras não têm interesse no campo, segundo apontou Tomas Fuchs, representante da provedora Datora Telecomunicações. Tomas também disse que as pequenas e médias operadoras podem contribuir com a conectividade rural e defendeu que seja inserido no leilão do 5G a obrigatoriedade das grandes ofertarem o uso secundário da faixa 700 mHz para a entrada das pequenas e médias.

O representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Joaci Franklin, é outro defensor do uso da frequência 700 mHz. Segundo ele, a tecnologia 5G implementada pela Anatel vai levar de dois a quatro anos para chegar às capitais, enquanto os produtores rurais têm urgência de qualquer tipo de conexão. Ele acredita que os vencedores do edital devem cumprir seus compromissos de levar o 4G às áreas não atendidas.

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O presidente da Anatel comentou que, em breve, a agência irá colocar o regulamento que tratará do mercado secundário de radiofrequências em consulta pública.

Imagem: Jackson David (Unsplash)