A pandemia trouxe uma nova demanda de consumidores para e-commerce. Mas, por mais prático e variado que seja, comprar online nem de longe provê a mesma experiência de entrar entrar em uma loja. Mas será mesmo? Pensando nisso, algumas marcas estão criando lojas vituais, o recurso permite que consumidores “andem” pelo local e olhem prateleiras e produtos.
O modelo nada mais é uma forma criativa de exibir o catálogo de produtos sem ser em uma longa lista divida por categorias. As renderizações dos espaços em 3D utilizam ainda o Google Maps, para permitir que o consumido ande pelas ruas antes de chegar ao estabelecimento.
Uma reportagem da Fast Company mostra alguns exemplos de comércios que utilizaram esse tipo de conceito para atrair clientes saudosistas durante o período de isolamento.
Para criar os espaços muitas lojas virtuais utilizam a Matterport. Uma empresa de renderização 3D que oferece uma plataforma onde é possível transferir um espaço físico real para o mundo digital.
Espaços em 3D
A tecnologia não é nova, esse tipo de recurso já existe e é utilizado há bastante tempo, mas nunca de uma forma tão intensa quando nos últimos meses. A Ferguson Bath, Kitchen, and Lighting Gallery, por exemplo, já criou 70 lojas virtuais este ano usando a Matterport, e pretende fazer outras 60.
Já a World of Joy criou uma unidade da Cost Plus World Market aberta exclusivamente de forma digital e apenas para festas de fim de ano. O espaço é todo decorado e vende produtos de natal. De maneira rústica o local tenta ser o mais agradável e tradicional possível (apesar de ser visualizado pela tela de um computador). Nesse caso, todo o processo foi feito de forma digital, já que essa loja não existe fisicamente no “mundo real”.
A Ralph Lauren é outra companhia que permite o passeio em seus espaços virtuais. A unidade de Beverly Hills oferece uma experiência sofisticada, permitindo que o internauta entre em diversos departamentos da loja virtual, contanto inclusive com um menu lateral. Nesse caso, o projeto é da a Obsess, outra empresa especializada na criação de ambientes 3D.
No Brasil, a C&A oferece o recurso.
Nas lojas virtuais da rede, é possível “caminhar” pelo shopping até entrar no local. Dentro do espaço todos os departamentos podem ser visitados. No entanto, a experiência deixa a desejar pela curta variedade. Apesar de ver o estabelecimento, você não pode andar pelo local de forma livre e possui poucas setas para movimentação.
Via Fast Company