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Uma pesquisa feita nos EUA revelou as opiniões de diversos profissionais sobre o trabalho remoto. Para a maioria, a pandemia trouxe mais qualidade de vida e esperam manter o home office no futuro.

A pandemia do coronavírus impôs diversas mudanças na sociedade. Apesar das dificuldades, quando falamos das relações de trabalho, podemos dizer que vimos avanços positivos para os trabalhadores. E justamente para entender como 2020 afetou nossas carreiras que a Owl Labs, empresa especializada no desenvolvimento de soluções em videoconferências, desenvolveu a pesquisa “State of Remote Work” (Estado de Trabalho Remoto).

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O estudo entrevistou trabalhadores de empresas com mais de dez funcionários, na faixa entre 21 e 65 anos, nos Estados Unidos, e mostra que pela primeira vez na história recente, o número de funcionários em trabalho remoto superou a quantidade de pessoas em regime presencial.

Entre junho e julho de 2020, cerca de 70% dos americanos contratados em regime integral, trabalharam direto de suas casas.  Para a maioria, o trabalho remoto não trouxe só maior segurança em relação ao coronavírus, mas também trouxe mais qualidade de vida, poupando o estresse do trânsito e os aproximando da família.

A pesquisa ainda mostra que a mudança para o trabalho remoto também apresentou melhorias nas economias dos entrevistados. A maioria revelou estar economizando cerca de US$ 500 por mês em custos que antes eram destinados ao transporte, vestimentas ou alimentação.

A maioria também admitiu que se tiver a opção, não deseja retornar ao trabalho presencial quando a pandemia acabar. Cerca de 80% dos entrevistados considera que um regime híbrido, mesclando algo como três dias em casa e dois no escritório seria o ideal para desempenhar suas funções.

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Reuniões são um problema

Apesar das conquistas na qualidade de vida, a pesquisa da Owl também revela que nem tudo são flores no trabalho remoto. Muitos dos entrevistados consideram que há excesso de reuniões e admitem que às vezes não conseguem manter a produtividade com as interrupções causadas por videoconferências.

A empresa estima que o número de reuniões por plataformas como o Zoom e Google Meet tenha aumentado em 50% após a pandemia. Para muitos funcionários, a frequência destas reuniões deveria ser controlada e disseram que gostariam de ter pelo menos um dia de suas agendas livres dos encontros.

Apesar do contato constante, quando se trata dos empregadores, ainda há desconfianças no formato remoto. Líderes de equipes e profissionais de RH admitiram que a pandemia dificultou o treinamento e acompanhamento de funcionários, sentindo dificuldades na hora de se aproximar da equipe em relacionamentos interpessoais.

Mesmo assim, 74% dos funcionários acredita que as chamadas de vídeo são tão eficazes quanto uma reunião presencial.

O trabalho remoto também tornou os profissionais mais confiantes quanto ao seu desempenho. A maioria admite que se sente mais reconhecido por desempenhar suas funções em casa do que quando estavam no escritório. Apesar disto, cerca de 50% dos profissionais confessou que enfrenta dificuldades técnicas com dispositivos e internet para trabalhar de casa.

Pandemia mudou a prioridade dos profissionais

Outro detalhe interessante relatado pela pesquisa da Owl está naquilo que os entrevistados consideram fundamental para desejarem um cargo. Enquanto nas pesquisas anteriores imperavam argumentos como oportunidades de crescimento e um bom salário, os entrevistados em home office afirmam que um bom plano de saúde e a chance de manter a qualidade de vida estão entre suas prioridades.

A preocupação com a saúde também é o primeiro argumento quando perguntados do porquê não querem voltar ao trabalho presencial. Para a maioria, o risco de contaminação no trajeto e em transportes públicos é uma preocupação.

Como será o futuro?

A pesquisa mostra que a maioria dos profissionais americanos compreendeu que é possível ser produtivo no home office. A flexibilidade no modo de trabalho e a qualidade de vida estão entre as novas prioridades, de modo que muitos admitiram pensar em deixar a cidade grande para o subúrbio.

Os profissionais também declararam que esperam uma compensação para voltar aos escritórios, cerca de 44% considera um aumento salarial para compensar as despesas que terá ao deixar o home office.

Deste modo, tudo indica que 2020 será marcado por um ano de avanços que definirão as relações das próximas décadas, em que veremos cada vez mais profissionais em regimes híbridos e empresas utilizando a tecnologia ao seu favor.

Você concorda? O relatório completo está disponível em inglês no site da Owl.

Crédito da foto: Nappy (Pexels)