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O popular aplicativo de videoconferência Zoom desencadeou uma baita polêmica meses atrás, quando anunciou criptografia de ponta a ponta para o aplicativo. Incluir a opção de E2EE (End-to-end encryption, ou criptografia de ponta a ponta em inglês) era algo louvável, mas é claro que existia uma pegadinha por trás. O recurso só estaria disponível para a versão paga do serviço.

A criptografia de ponta a ponta é um recurso de segurança que protege os dados dos usuários durante a troca de mensagens. O objetivo é impedir que terceiros coletem as informações trocadas numa conversa digital entre duas pessoas. Isso vale até para as gestoras do aplicativo. Assim, com as preocupações sobre privacidade e mineração de dados crescendo a cada dia, a E2EE está se tornando fundamental.

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Zoom volta atrás, mas deixa recursos de fora

Depois de muitas críticas porque a opção era apenas para quem pagasse, o Zoom voltou atrás, e disse que liberaria a criptografia para todos os usuários. Com o novo recurso disponível, só os participantes convidados de uma videoconferência terão acesso a chaves de criptografia, e assim, acesso ao encontro virtual. Nem os próprios servidores do Zoom terão acesso ao conteúdo compartilhado pelos usuários.

Aqui entram os poréns. O E2EE do Zoom desabilita várias funções. Por exemplo, não é possível entrar na sala antes do anfitrião, nem fazer uma gravação na nuvem, transmissão em streaming ou transcrições ao vivo. Além disso, também estão vetadas as salas de bate-papo em grupo, votação, chat privado entre participantes 1 a 1, e reações à reunião.

A fase 2 do E2EE começa em 2021, segundo o Zoom. Depois disso, a companhia espera trabalhar com o feedback dos usuários. Para ativar a função de criptografia de ponta a ponta no Zoom, é preciso acessar o aplicativo do Zoom no desktop para Windows ou Mac. A Apple precisa ainda aprovar a atualização para iPhone e iPad.

Saiba mais sobre o novo recurso no blog do Zoom.

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