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Segundo a reportagem do The Information, uma equipe de pesquisadores em inteligência artificial está sendo formada pelo Facebook para estudar maneiras de ler mensagens criptografadas no WhatsApp sem descriptografá-las. A pesquisa pode permitir que a rede social (que é dona do app de mensagens) comece a direcionar anúncios com base no conteúdo dos bate-papos, sem tecnicamente violar a privacidade que ela própria supostamente oferece.

Os dados seriam coletados a partir de um uma chamada “criptografia homomórfica”.  Teoricamente, esse tipo de procedimento permitiria ao Facebook coletar dados de conversas sem realmente permitir ler o conteúdo diretamente, sem violar tecnicamente a criptografia. Apenas obtendo tendências que ajudariam a fornecer anúncios.

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Não está totalmente claro como isso seria possível. O Facebook parece estar empenhado em encontrar novas maneiras de monetizar suas vastas coleções de dados, ainda mais em tempos de preocupação dos anunciantes quanto à eficiência da rede social para seus objetivos. As empresas de publicidade estariam diminuindo seus investimentos na plataforma, alegando que o Facebook já não é tão confiável quanto ao retorno dos seus anúncios.

Muito disso tem a ver com a nova política de dados da Apple, que gerou uma série de intempéries entre Zuckerberg e a Maçã. Formar uma equipe para estudar como ler conversas criptografadas no WhatsApp é um passo um pouco mais audacioso (para dizer o mínimo) do Facebook, que já financiou estudo para dizer que a nova política da Apple é só jogo de cena. Mas cabe lembrar que, apesar de toda revolta que o CEO parece demonstrar, a rede social registrou lucros recordes no segundo trimestre deste ano.

Facebook nega

A empresa de Mark Zuckerberg é uma das Big Tech que vêm pesquisando esse campo emergente de criptografia homomórfica. Provedores de computação em nuvem como Microsoft, Amazon e Google também estão muito interessadas nesse método de análise de dados. Os pesquisadores esperam que a tecnologia permita que as empresas analisem informações pessoais, incluindo registros médicos e dados financeiros.

Ao mesmo tempo, elas manteriam as informações criptografadas e protegidas contra ameaças de segurança cibernética ou, no caso do Facebook, vazamentos para anunciantes ou outras partes. O Vida Celular entrou em contato com o Facebook, mas não obteve resposta em tempo de publicação. Ao The Information, afirmaram que é “muito cedo para considerarmos a criptografia homomórfica para o WhatsApp neste momento”.

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Via Android Authority e The Information