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Separada da Huawei, Honor poderá usar serviços Google

Imagem mostra celular com serviços do Google, que retornarão aos dispositivos Honor em breve

Desvinculada oficialmente da Huawei desde novembro do ano passado, a Honor está muito próxima de voltar a vender seus smartphones com serviços Google. Pelo menos foi isso o que disseram fontes do alto escalão da empresa chinesa ao jornal russo Kommersant nesta terça-feira (19/01). De acordo com a reportagem, a lojinha própria de aplicativos da Huawei (AppGallery), hoje disponibilizada nos celulares da Honor, será substituída pela Play Store e, consequentemente, pelos aplicativos do Google.

A novidade, no entanto, não será vista no próximo grande lançamento da fabricante. A série V40 da Honor foi desenvolvida enquanto a empresa ainda pertencia a Huawei. Desta forma, por causa das restrições dos Estados Unidos à companhia chinesa, os serviços do Google não estarão disponíveis para o flagship que começará a ser vendido oficialmente na próxima sexta-feira (22/01), com muitas novidades.

Google pode impulsionar vendas da Honor na Rússia

A Honor chegou a ter uma participação significativa no mercado de celulares da Rússia antes de sofrer com as sanções dos Estados Unidos e perder os serviços do Google. Em 2019, tinha uma fatia de 24,6% das vendas totais, número que caiu para 21% um ano depois e para 15% no último mês de 2020. “Por trás da queda acentuada na demanda pela marca está não apenas a proibição dos serviços do Google, mas também a escassez de suprimentos e a redução do marketing, explicou Pavel Vyukov, diretor do departamento de Comunicações Móveis e Casa Inteligente da Marvel Distribution”.

De acordo com Eldar Murtazin, analista do Mobile Research Group e especialista em mercado, a volta dos serviços do Google para os futuros celulares da Honor fará com que o interesse da população local pelos smartphones da marca volte a crescer. Ele alertou, no entanto, que a Honor poderá cometer um erro de estratégia se simplesmente abandonar a AppGalery em detrimento do retorno da Play Store. Segundo ele, “não é necessário escolher apenas uma”, pois isso impactaria diretamente nas receitas da empresa.

Via Kommersant
Imagem: Tony Webster/Flickr

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