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Com o iOS 14.5, a Apple lançou sua nova política de privacidade que impede aplicativos de rastrear a navegação dos usuários sem autorização gerando problemas com o Facebook e outras empresas, e agora, com o TikTok. O recurso, que tem o objetivo de dar a escolha ao usuário sobre compartilhar ou não seus dados, está no meio de uma briga entre a fabricante do iPhone e a rede social chinesa da ByteDance.

Com a nova política introduzida no iOS 14.5, a Apple deu a opção dos usuários de escolherem se querem seus dados de navegação compartilhados com apps. Essa decisão foi muito bem recebida pelos usuários, e 96% deles decidiram manter a opção desativada, o que desagradou muitos desenvolvedores como o já citado Facebook, uma vez que o método era uma das principais formas de vender publicidade direcionada.

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Após o lançamento da atualização, o TikTok começou a estudar uma nova forma de conseguir vender esse tipo de publicidade, e passou a usar um novo meio de rastrear a navegação dos usuários sem autorização. No entanto, a Apple percebeu a brecha, e conseguiu evitar esse rastreamento indevido.

ByteDance usou o CAID para burlar restrições e rastrear usuários sem autorização

A ByteDance estava usando o programa CAID, desenvolvido pela Associação de Propaganda da China (CAA), para reunir dados de usuários do do TikTok no iPhone, e através de um algoritmo, rastrear usuários para direcionamento de anúncios. O CAID também é usado por outras grandes empresas de tecnologia chinesas como Baidu e Tencent.

Para o consultor Eric Seufert, o uso do CAID colocou a Apple em uma “situação impossível.” Ou a empresa rejeitava o CAID, e enfrentava a reação das autoridades chinesas, ou permitia, e mostrava ao mundo que a China tinha direito a regras diferentes. A fabricante do iPhone optou pela primeira opção, e retirou atualizações de apps com CAID da App Store. Segundo fontes na China e em Hong Kong, isso tirou a tração e importância do projeto.

“O ecossistema de aplicativos chineses estava coletando dados com o CAID, com a teoria de que a Apple não poderia banir todos os principais aplicativos do mercado”, disse Alex Bauer, chefe de marketing de produto do grupo Adtech Branch, ao Financial Times. “A Apple resolveu bancar o blefe e parece ter reafirmado o controle sobre a situação batendo agressivamente com os nós dos dedos nos primeiros usuários antes que o consórcio ganhasse um impulso real”, completou ainda. A ByteDance não se pronunciou sobre o caso.

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Via Financial Times

Imagem: Jirsak/iStock