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O Google anunciou ontem (08/06) que está fazendo alterações em sua tela de seleção de buscador padrão nos aparelhos Android, e que vai permitir que mecanismos de pesquisa rivais apareçam como opção para os usuários da Europa sem custos extras. O novo formato começará em setembro e vai substituir o sistema de leilão que vem sendo usado desde 2019, quando o Google cedeu a pressões dos reguladores antitruste da União Europeia. Além da mudança, todo o imbróglio custou à empresa, até o momento, uma multa de US$ 5 bilhões (R$ 25,3 bilhões em conversão direta, em 09/06, para termos uma ideia em nossa moeda).

O sistema de leilão vinha causando muita insatisfação dos mecanismos de busca rivais do Google, que viam nesse formato um procedimento injusto de concorrência. Para serem uma das três opções oferecidas na atual tela de seleção de mecanismo de pesquisa padrão no Android, os buscadores dependiam de licitações fechadas, onde pagavam ao dono do sistema operacional. Como se não bastasse, o próprio mecanismo de busca do Google era uma das opções básicas existentes para os usuários.

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Até doze opções de mecanismos de busca na tela de seleção

Com a mudança que entrará em funcionamento daqui a três meses, a tela de seleção apresentará cinco buscadores como opção de mecanismo de pesquisa padrão, além de mais sete outras opções surgirem ao rolar a tela para baixo. As primeiras cinco opções serão definidas conforme popularidade em cada país, de acordo com o StatCounter (incluindo o Google), e serão exibidos na parte superior, ordenadas aleatoriamente cada vez que a tela de escolha for exibida. Assim, o Google nem sempre deverá aparecer encabeçando a lista.

Até sete serviços de busca geral elegíveis restantes serão mostrados na parte de baixo, ordenados também de forma aleatória. No caso de haver mais de sete serviços de busca geral restantes em um determinado país, os sete serviços a serem exibidos na tela de escolha serão selecionados aleatoriamente cada vez que ela for exibida. Ao ser selecionado um mecanismo de busca pelo usuário, o Google fará o download do respectivo app da Play Store.

Somente serviços de pesquisa geral (que permitem aos usuários pesquisar informações em toda a internet, ou seja, que não indexam conteúdo de um determinado assunto) poderão figurar na tela de seleção. Além disso, provedores de pesquisa pertencentes ou afiliados à mesma empresa são qualificados para aparecer na tela de escolha um só por vez. Empresas que distribuem os resultados de pesquisa e anúncios do Google não serão elegíveis.

Os buscadores deverão fornecer suporte ao idioma local nos países onde se inscrevem para participar e deverão ter um app disponível gratuitamente na Play Store, garantindo que o Google tenha todos os recursos técnicos necessários para a implementação. Os mecanismos de pesquisa interessados ​​podem enviar inscrições anualmente no mês de junho. Mais informações podem ser acessadas no post oficial feito pelo Android. Os reguladores da União Europeia permanecem como responsáveis ​​por monitorar o cumprimento da legislação antitruste e deverão acompanhar de perto o resultado das alterações e se ocorrerão novas reclamações dos mecanismos de pesquisa rivais do Google.

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O que os mecanismos de pesquisa rivais dizem

Gabriel Weinberg, fundador e CEO do buscador DuckDuckGo (que tem como foco a privacidade do usuário), apontou que não apenas a mudança está três anos atrasada, como o Google também deveria aplicá-la em todas as plataformas (desktop e Chrome também), além de tornar perfeitamente fácil para os usuários do Android mudar para o padrão, em vez de limitar a tela de seleção para a configuração inicial ou após reset de dispositivo para configuração de fábrica.

Já Christian Kroll, CEO do Ecosia (mecanismo de pesquisas que possui uma política de responsabilidade ambiental) disse que está diante de um verdadeiro momento de celebração para a empresa. “Fazemos campanha pela justiça no mercado de mecanismos de pesquisa há vários anos e, com isso, temos algo que se assemelha a igualdade de condições no mercado. Os provedores de pesquisa agora têm a chance de competir de forma mais justa no mercado Android, com base no apelo de seus produtos, em vez de serem excluídos por comportamento monopolista ”.

Via Engadget e TechCrunch

Imagem: Gerd Altmann/Pixabay/CC