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A Xiaomi, que em janeiro deste ano foi acusada pelo governo dos EUA, ainda sob Trump, de ser uma “companhia militar comunista”, já não está mais na relação de empresas potencialmente banidas do país. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (12/05) pelo Departamento de Defesa americano. “As partes chegaram a um acordo sobre um caminho que resolveria esse litígio sem a necessidade de uma instrução contestada”, diz parte do documento a que a Bloomberg teve acesso. A reportagem citou ainda que os termos do acordo entre Xiaomi e o governo dos EUA estão sendo trabalhados e devem ser anunciados, de forma conjunta, até quinta-feira da próxima semana (20/05).

Hua Chunying, Ministro de Relações Exteriores da China, preferiu não fazer qualquer comentário a respeito do possível acordo durante entrevista coletiva realizada em Pequim, justamente por conta do possível acordo para uma declaração conjunta na próxima semana. Os efeitos do “perdão” dos EUA para a Xiaomi e a retirada da empresa da lista de companhias bloqueadas, no entanto, já foram sentidos na bolsa da Ásia.

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Segundo informações da Bloomberg, as ações da empresa chinesa subiram 6,7% no pregão desta quarta-feira, enquanto o spread do dólar de 2030 caiu para o menor índice desde janeiro, retraindo 10 pontos e fechando em 177. Os analistas de mercado lembraram que, à época das declarações de Trump, em janeiro, o mercado reagiu de forma oposta, com os papéis da Xiaomi caindo 15% na bolsa local, mesmo com o aumento de investimentos na empresa tendo subido 27%.

A batalha entre os EUA (de Trump) e a Xiaomi

A confusão envolvendo o antecessor de Joe Biden na presidência dos EUA e a Xiaomi teve a primeira grande batalha travada em janeiro deste ano. À época, o Departamento de Defesa do país publicou um adendo à sua lista de “Companhias militares comunistas chinesas”. A lista foi iniciada em junho do ano passado. Nove novas empresas de tecnologia listadas e, entre elas, a Xiaomi. Com o governo Trump banindo a Xiaomi, americanos ficam proibidos de investir na empresa e várias restrições de contratos governamentais serão aplicadas.

A página do Departamento de Defesa, citando o Ato Nacional de Autorização de Defesa, de 1999, assim explicou o banimento: “O Departamento está determinado a denunciar e combater a estratégia de fusão civil-militar da República Popular da China, que dá suporte às metas de desenvolvimento do Exército de Libertação Popular [isto é, o exército chinês] ao garantir seu aceso à tecnologias avançadas e à expertise adquirida e desenvolvida por essas empresas, universidades e programas de desenvolvimento da RPC que posam de entidades civis”.

No dia 15 de março, a Xiaomi conseguiu ganhar a primeira batalha rumo à saída da famosa “lista negra”. O juiz distrital dos EUA, Rudolph Contreras, decidiu a favor da Xiaomi depois que a chinesa alegou que o bloqueio era inconstitucional e estava manchando a marca da empresa no mundo. Na decisão, o magistrado afirmou que, ao adicionar a fabricante de celular na “lista negra”, o governo agiu de maneira “arbitrária”. Segundo Contreras, a Xiaomi “provavelmente ganharia uma reversão total da proibição à medida que o litígio se desenrolasse”. Por conta disso, emitiu uma liminar inicial para evitar que a empresa sofresse “dano irreparável”.

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A vitória da Xiaomi, no entanto, não significa que outras empresas possam sonhar com o fim do banimento nos EUA tão cedo. Nesta semana, o presidente Joe Biden estendeu uma ordem executiva de 2019 proibindo empresas americanas de usar equipamentos de telecomunicações feitos por empresas como a Huawei, também banida por Trump, por receio de ameaças à segurança nacional.

Via Android Authority

Imagem: Rarra Rorro/iStock