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O Departamento de Defesa dos EUA publicou um adendo à sua lista de “Companhias militares comunistas chinesas”. A lista foi iniciada em junho do ano passado e já incluía, famosamente, a Huawei. Nove novas empresas de tecnologia listadas e, entre elas, a terceira maior fabricante de celulares do mundo. Com  o governo Trump banindo a Xiaomi, americanos ficam proibidos de investir na empresa e várias restrições de contratos governamentais serão aplicadas.

A página do Departamento de Defesa, citando o Ato Nacional de Autorização de Defesa, de 1999, assim explica o banimento:

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O Departamento está determinado a denunciar e combater a estratégia de fusão civil-militar da República Popular da China, que dá suporte às metas de desenvolvimento do Exército de Libertação Popular [isto é, o exército chinês] ao garantir seu aceso à tecnologias avançadas e à expertise adquirida e desenvolvida por essas empresas, universidades e programas de desenvolvimento da RPC que posam de entidades civis.

No pregão da bolsa de Hong Kong, a notícia que a administração Trump havia banido a Xiaomi levou a empresa a começar o dia perdendo 11% do valor de suas ações. A Xiaomi publicou então um comunicado aos acionistas:

A companhia sempre aderiu e agiu em conformidade com operações legais, e adequou-se às leis e regulamentos relevantes no local de operação. Seus serviços e produtos são usados para propósitos civis ou comerciais. A companhia confirma que não é propriedade ou controlada ou ligada às forças armadas chinesas, nem é uma companhia chinesa militar como definida na lei do Ato Nacional de Autorização de Defesa dos EUA. Tomaremos as medidas apropriadas para defender os interesses da companhia e seus acionistas.

Comunicado Xiaomi

Comunicado da Xiaomi à Bolsa de Hong Kong (Reprodução)

O governo chinês também se manifestou. O porta-voz do Ministério do Exterior, Zhao Lijian, assim pronunciou:

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O governo chinês sempre encorajou empresas chinesas a conduzir cooperação econômica no exterior de acordo com princípios do mercado, regras internacionais, e leis e regulamentações. Aquilo a que nos opomos é a politização de questões econômicas e de comércio, o abuso do poder nacional, a generalização do conceito de segurança nacional, e a supressão não provocada de empresas estrangeiras. Os Estados Unidos deviam honestamente respeitar os princípios de uma economia de mercado e justa competição, adequar-se a regras internacionais econômicas e de comércio, e prover um ambiente de negócios aberto, adequado, justo e não discriminatório para companhias de diversos países, inclusive companhias chinesas, para investir e operar nos Estados Unidos.

Há sérias consequências econômicas e diplomáticas na decisão da administração Trump, em seus últimos momentos, de banir a Xiaomi. É de suspeitar que a ação é, ponhamos assim, presente de despedida de Trump ao sucessor. Não há provas apontadas desse envolvimento nas ordens do Departamento de Defesa. A Xiaomi, diferente da Huawei, não trabalha com infraestrutura, nem está competindo para implementar a rede 5G. As apostas são que Joe Biden, que assume na próxima quarta-feira, irá reverter a ordem.