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O Facebook anunciou nesta quinta-feira (08/04) que começará a testar, a princípio nos Estados Unidos, um sistema que marcará perfis que publiquem conteúdo satírico, além de outros rótulos. A ideia dos responsáveis pela plataforma é reduzir a confusão e a propagação de fake news, preocupação quem vem crescendo também em outras mídias sociais desde o ano passado.

“A partir de hoje, nos EUA, estamos testando uma maneira de dar às pessoas mais contexto sobre as páginas que veem. Aos poucos, começaremos a aplicar rótulos, incluindo Oficial Público, Página de Fã’ ou Página de Sátira às postagens no feed de notícias, para que as pessoas possam entender melhor de quem são”, explicou a rede social.

Quem engole a cebola

Teriam impulsionado a decisão do Facebook de criar tais rótulos o fato de de perfis satíricos como The Onion e The Babylon Bee fingirem ser perfis de notícias sérias. Eles já foram capazes até de persuadir o ex-presidente Donald Trump (e provavelmente, nas versões brasileiras, como o Sensacionalista, algum parente seu.) O contexto das publicações poderia passar uma desinformação ao público, levando o leitor a acreditar que, ao invés de uma sátira, estaria lendo uma notícia real.

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Essa não é a primeira vez que o Facebook adota uma estratégia para diferenciar notícias oficiais e reais de sátiras ou fake news. Em junho de 2020, a rede social passou a rotular meios de comunicação que estariam “total ou parcialmente” sob o controle editoria de seus países. De acordo com a plataforma de Mark Zuckerberg, tais perfis precisariam ser identificados, pois “combinam a influência de uma organização de mídia com o apoio estratégico de um Estado e, por isso, as pessoas devem saber se as notícias que leem vêm de uma publicação que pode estar sob a influência de um governo”.

Há dois meses, o Facebook, que hoje resolveu marcar publicações com conteúdo satírico, anunciou que também faria mudanças em seu feed de notícias para diminuir o volume de conteúdos políticos. A alteração foi considerada um teste pela plataforma, impactando apenas uma parcela de seus usuários e mercados, como os Estados Unidos, Canadá, Brasil e Indonésia. Mark Zuckerberg relatou que um feedback comum que a plataforma recebe é de que as pessoas não querem assuntos políticos assumindo o controle de seu feeds de notícias.

Via The Verge