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Separada da Huawei desde novembro do ano passado, a Honor, agora, sonha com a volta dos serviços do Google aos seus smartphones para bater de frente com a Apple e com sua própria “criadora”. Palavra do CEO da empresa, George Zhao Ming. “Nossa missão principal este ano é fazer telefones top de linha que possam competir com a Apple e Huawei na China. Não importa quem sejam os concorrentes, temos uma meta para superá-los, incluindo a Huawei”, disparou, em entrevista exclusiva ao jornal local South China Mornig.

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O plano ambicioso tem como peça-chave justamente o retorno dos serviços Google e da lojinha Play Store aos flagships da Honor. E as conversas para isso parecem estar bastante adiantadas, embora Zhao Ming tenha evitado cravar se e quando. “Definitivamente, já estamos preparados para este desafio. Sem restrições de fornecimento, a Honor tem vantagens excepcionais para capturar os mercados de médio e alto padrão na China”.

Parcerias restabelecidas

Enquanto aguarda pelo retorno do Google, a Honor vai acertando, pouco a pouco, parcerias que também contribuirão para a ousada meta de desbancar a Apple e a Huawei no mercado de smartphones. A empresa fechou contratos com Qualcomm, Intel, MediaTek, AMD e afirmou não estar preocupada com futuras sanções que possam vir a ser tomadas contra ela pelo governo dos Estados Unidos, agora sob o comando do novo presidente do país, Joe Biden.

“Não há razão para impor restrições a uma empresa de eletrônicos de consumo muito normal. Cumprimos as regras globais de negócios, incluindo pagamentos de propriedade intelectual, pagamentos de impostos, etc. Temos um escritório de conformidade interno para regular o comportamento de cada sistema”, afirmou Zhao Ming, enaltecendo, na sequência, a importância de ter firmado parcerias com empresas importantes do setor tecnológico. “A Honor segue um conceito que diz: Se você tem amigos, você tem futuro.”

Quando o Google volta?

Apesar de não ter estipulado um prazo para o retorno dos aplicativos e serviços do Google aos smartphones da Honor, a expectativa é que o anúncio do novo contrato de parceria entre as empresas esteja para sair. A estratégia de ter novamente a Play Store e apps como Google Maps e YouTube, por exemplo, deve impulsionar ainda mais as vendas da série V40, iniciadas na última semana. No mercado russo, em que a marca é muito forte, a saída dos serviços do Google derrubou os números da Honor.

Em 2019, tinha uma fatia de 24,6% das vendas totais, número que caiu para 21% um ano depois e para 15% no último mês de 2020. “Por trás da queda acentuada na demanda pela marca está não apenas a proibição dos serviços do Google, mas também a escassez de suprimentos e a redução do marketing, explicou Pavel Vyukov, diretor do departamento de Comunicações Móveis e Casa Inteligente da Marvel Distribution”, recentemente, ao jornal local Kommersant.

“Mesmo sem muito marketing, o V40 foi vendido em quatro minutos nas principais plataformas de comércio eletrônico, incluindo Tmall, JD.com e Suning.com, bem como em nosso próprio site”, comemorou Zhao Ming, emendando, na sequência, o que espera de agora em diante, principalmente com o retorno do Google aos smartphones Honor, talvez até ao próprio V40: “Nosso novo slogan é: Vá além”, finalizou.

Via Android Authority