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A venda de smartphones caiu em 2020. Novos, isto é. Porque a de venda usados cresceu no mesmo 2020. E, assim, como a aqueda fenômeno tem a ver com a pandemia do coronavírus. A Covid-19 afetou o mercado de smartphones novos e usados de maneiras opostas. Além de beneficiar a venda de smartphones usados, a pandemia atrasou a produção e a chegada de lançamentos no mercado.

O levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas de Mercado International Data Corporation (IDC) indica que a venda de smartphones usados pode ter alcançado 225,4 milhões de unidades ao redor do mundo. A empresa ainda acredita que o fato de a pandemia ainda não ter acabado pode contribuir para que estes números aumentem ainda mais em 2021.

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Saída mais em conta

A estimativa é que as remessas de aparelhos usados possa chegar a 351,6 milhões de unidades em 2024, resultando em um valor de mercado em torno dos U$ 65 bilhões (R$ 365 bilhões) e uma média de crescimento de 11,2% ao ano entre 2019 e 2024.

A pandemia do coronavírus não foi o único fator para aumentar as vendas de usados, outro fator positivo para este fenômeno seria o próprio mercado. As fabricantes estão lançando novos modelos em um período cada vez menor, de modo que há sempre algum usuário desejando se desfazer do seu smartphone em busca de um modelo mais novo.

Além disso, o preço dos aparelhos também disparou nos últimos anos. Em países como o Brasil, por exemplo, um flagship pode custar até oito vezes o valor de um salário-mínimo, o que forçaria o público a procurar alternativas mais baratas.

De acordo com o IDC a América do Norte foi a região em que a venda de smartphones usados mais cresceu na pandemia com aproximadamente um quarto das remessas globais (55 milhões de unidades).

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Interesse em usados também impactou estratégias das fabricantes

O estudo mostra que o interesse por usados também motivou as fabricantes a criar estratégias diferentes para o mercado. De acordo com o IDC, empresas como a Apple, Samsung e Huawei passaram a investir mais em programas de troca e fidelidade.

A ideia é que o usuário venda o seu aparelho usado para a própria fabricante em troca de um desconto na compra de um smartphone mais novo. A estratégia também foi adotada por operadoras na pandemia. Muitos destes celulares, por sua vez, são recondicionados e reintroduzidos ao mercado com preços mais baixos.

Embora vantajosa, a médio prazo, a prática pode causar uma bolha no mercado, tendo em vista que o número de circulação de aparelhos continuará aumentando.

Mesmo com o impacto na economia, para o Brasil o período apresentou índices positivos para as empresas de telefonia. Motivados pela procura de aparelhos para o uso em trabalho e estudos remotos, o mercado viu um crescimento de R$ 7,2 bilhões em 2020. A Anatel também aproveitou este aumento para agilizar o processo de homologação de novos aparelhos no país.

Via Android Headlines
Imagem: Tofros/Pexels