Em setembro, Dave Limp, o vice-presidente sênior para dispositivos da Amazon, revelou que os novos dispositivos Alexa receberam uma tecnologia nova. Chamada de “conversa contínua” aqui no Brasil, o nome é “natural turn-taking” no original. E o significado é um tanto diferente: literalmente “tomada de ação natural”. Isto é, naturalmente a máquina e pessoa se revezam naturalmente. A ideia é que a Alexa seja capaz de prever as intenções do usuário.
O recurso permite ao usuário conversar com a assistente virtual e realizar solicitações sem precisar ficar repetindo a palavra de ativação. Isso devido à capacidade da IA da do produto em reconhecer se o usuário terminou a conversa, quando ele emite ou não ordens ao dispositivo ou se é necessário responder ao que foi dito.
Porém, o novo recurso promete ir além. Devido ao machine learning implementado na IA do produto, agora a Alexa está programada para ser capaz prever as intenções do usuário de acordo com o que ele fala.
Como funciona
A tecnologia de aprendizado de máquina foi preparada para reconhecer alguns padrões de intenções ou pedidos por meio de gatilhos. Assim, ao ouvir o que o usuário diz ou pergunta, a Alexa relaciona algoritmos para responder de acordo e mapeia os gatilhos para entender se existe uma vontade latente na fala.
E tem mais. Além de reconhecer se existe o desejo por alguma informação extra ou um pedido que possa se desenrolar da fala, a assistente virtual se antecipa e oferece o que pode estar sendo exigido. Ou seja, quando o usuário perguntar “Quanto tempo levo para preparar um chá?” a Alexa pode prever que ele vai fazer um chá e responde “Leva cinco minutos. Você gostaria de colocar um timer para isso?”.
A tecnologia que permite a Alexa prever as intenções do usuário já está disponível nos Estados Unidos e Reino Unido. Porém, devido ao tempo que leva para adaptar ao português, teremos que esperar o ano que vem para o recurso chegar no Brasil.
Via: Amazon Science