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Desenvolvedores de aplicativos estão criticando a Apple após a empresa promover abertamente apps maliciosos utilizados em golpes na sua loja virtual, a App Store. Os programas divulgados prometem as mesmas funções que apps legítimos, cobram taxas altas para uso sem propaganda e ficam com o lucro enquanto oferecem um desempenho abaixo da média.

A loja australiana da Apple divulgou uma categoria de apps chamada “Slime Relaxations”, dentre os quais estavam alguns aplicativos com taxas altíssimas de inscrição, e sem muita função aparente. Um desses programas, por exemplo, “Jelly: Slime Simulator, ASMR”, cobra uma assinatura semanal de US$ 13 (cerca de R$ 68,00, na conversão de hoje) para remoção de propagandas. No entanto, parte dos seus serviços são roubados de outro desenvolvedor, que utiliza os códigos no seu próprio aplicativo.

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Estrutura do golpe se baseia em abuso de cláusula

Para quem acredita que não tem nada de errado com a cobrança desses valores semanais, realmente não teria, se algum serviço fosse realmente prestado. Além disso, vale lembrar que a App Store não é um livre mercado, e a Apple possui diretrizes específicas para impedir que apps, maliciosos ou não, cobrem taxas abusivas de seus clientes. 

Aplicativos podem usar propagandas enganosas e outras impressões “boas demais para ser verdade” para lucrar em cima da ignorância do cliente. Dependendo do contrato, procedimentos como esse podem levar a instalação de Fleecewares, apps que cobram taxas mensais excessivas de assinatura, mesmo depois que o app é deletado.

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A dificuldade em evitar as fraudes se torna ainda maior quando os celulares não são usados por uma só pessoa. As mesmas propagandas podem levar que os filhos dos titulares dos aparelhos cliquem nessas assinaturas, sem ideia do que estão fazendo. 

Apple garante que segue fiscalizando e removendo apps fraudulentos

Em resposta aos acontecimentos, a Apple alegou que está trabalhando ativamente na remoção de apps maliciosos, excluindo meio milhão de programas fraudulentos e 600 milhões de reviews falsas em sua loja virtual só em 2020. Ainda em maio deste ano, a empresa divulgou que sua política de banimento impediu que os usuários gastassem US$ 1,5 bilhão nesta categoria de fraude — o que não impede de que elas continuem aparecendo.

Segundo os desenvolvedores, o app fraudulento denunciado levou dez dias para ser removido da App Store, e dois da Google Play Store (que mudou sua política sobre o assunto neste semestre). O mesmo app acusado de fraude retornou à loja após a remoção dos itens copiados. 

Via ArsTechnica e The Verge

Imagem: BigTunaOnline/Shutterstock