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Ventilado pelos executivos da Xiaomi desde novembro do ano passado, o carregador de 200W não deverá mais chegar ao mercado no segundo semestre deste ano, como vinha sendo especulado por alguns leakers. As novas informações compartilhadas pelo pessoal do My Drivers apontaram para uma nova data de início de produção: junho de 2022.

Chamado oficialmente de HyperCharge, o futuro carregador ultrarrápido da empresa chinesa já teve até mesmo uma postagem real, da própria Xiaomi, mostrando o quão poderoso e veloz é o seu carregamento. Em um conteúdo no Twitter, a empresa demonstrou que é possível carregar um smartphone do 0 ao 100% de bateria em 8 minutos (com fio) e em 15 minutos de forma wireless. O teste foi feito em maio, com um celular equipado com bateria de 4000 mAh.

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Parceiro do Mi 12?

O relatório divulgado hoje pela imprensa local apontou que a escolha da data pela Xiaomi para o início da produção em massa do carregador de 200W não foi ao acaso. A intenção, segundo a mídia, é casar com o lançamento do futuro flagship da marca, o Xiaomi Mi 12, que também pode ser chamado de Mi 12 Ultra.

A Xiaomi estaria adiando para o ano que vem a produção em massa do novo carregador por razões ligadas também à segurança. Segundo informações passadas por um funcionário ao My Drivers, a tecnologia envolve ao menos 40 medidas protetivas, desde o controle de temperatura até a tensão de carga e corrente que também passam pela placa-mãe.

A fabricante chinesa realizou uma sessão de perguntas e respostas sobre o novo carregador e apresentou suas informações em slides divulgados no perfil oficial na rede social Weibo. Segundo a Xiaomi, o carregador de 200W poderia reduzir a vida útil da bateria dos celulares em 20% ao final de 800 ciclos de carga. Apenas como referência, se um usuário faz uma recarga por dia, isso significa que esse possível desgaste levaria dois anos.

O que isso significa?

Pode ser um pouco difícil enxergar como é esse impacto de forma concreta, e se isso inviabiliza comercialmente o carregador de 200W da Xiaomi. Para tentar deixar as coisas mais claras, basta tomar o Xiaomi Mi 11 Ultra como exemplo. O celular tem uma bateria de 5000 mAh e vem com o carregador. Após os 800 ciclos de recarga do Mi 11 Ultra, o desgaste significaria que o aparelho passaria a funcionar com uma bateria de 4000 mAh aproximadamente.

Esse tipo de perda da vida útil da bateria é normal e ocorre com qualquer carregador em menor escala. Um dos motivos para isso é o calor gerado no processo que altera a química das baterias. Além disso, ele deve ser considerado pelas fabricantes ao registrarem o produto em órgãos oficiais. As autoridades chinesas possuem um limite de perda de até 60% da vida útil da bateria para 400 ciclos para aprovar um celular no mercado. Isso faz com que o carregador de 200W da Xiaomi esteja muito acima dos padrões exigidos.

Via GSM Arena

Imagem: Iarti/iStock