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Apesar das promessas de fiscalizar o discurso de ódio em suas plataformas, o Facebook continua recomendando grupos extremistas aos seus usuários. É o que aponta um levantamento feito pela a agência de notícias sem fins lucrativos The Markup, entre fevereiro e junho de 2021. De acordo com ele, a rede social recomendou ao menos 460 mil grupos em que o foco é o debate e a propagação de extremismo político e ódio contra minorias aos usuários dos Estados Unidos.

The Markup é responsável pela criação da ferramenta Citizen Browser – uma plataforma de levantamento de informações exibidas no feed dos usuários. De acordo com o recurso, aproximadamente 2.500 usuários receberam centenas de recomendações para grupos que promoviam organizações políticas controversas, a maioria destacando discurso de extrema-direita contra a homologação da vitória do presidente Joe Biden contra o antigo chefe de Estado Donald Trump.

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A pesquisa exemplifica o perigo destas indicações ao citar o grupo “Not My President” (Não é o meu Presidente) em que um dos membros do grupo postou: “lembre-se, nossos fundadores foram vistos como terroristas e traidores”. A mensagem pode ser considerada um incentivo a atos como a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021.

O levantamento do Citzen Browser ainda destaca que ao menos um terço dos seus usuários teria recebido recomendações do Facebook para integrar grupos extremistas. Para quantificar a incidência destas recomendações, a pesquisa adotou um sistema de catálogo de palavras-chaves utilizando os nomes de alguns dos principais políticos dos Estados Unidos, incluindo presidentes, ex-presidentes e vice-presidentes, além de deputados e senadores.

A resposta do Facebook

A divulgação da pesquisa gerou o questionamento do Facebook por parte da agência de notícias. A rede social explicou quais são os critérios para definir indicações de grupos aos usuários, mas nega que esteja priorizando comportamentos extremistas. De acordo com a empresa, o Facebook determina se um grupo é cívico ou não, isto é, se ele tem atitudes extremistas, por meio de fatores como título, descrição e conteúdo.

“Usamos sistemas automatizados para detectar grupos cívicos e não os recomendamos às pessoas quando os detectamos, estamos investigando por que alguns forma recomendados em primeiro lugar”, explica o porta-voz do Facebook Kevin McAlister.

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De acordo com o porta-voz, cerca de 75% dos grupos citados pela pesquisa foram recomendados apenas para um único usuário. Mesmo que mesmo que cada grupo que eles sinalizaram não devesse ser recomendado, isso representaria apenas 0,2% do total de grupos recomendados para os membros do painel do Citzen Browser.

O Facebook é provavelmente a rede que mais se envolveu em polêmicas sobre manipulação de dados e comportamento dos usuários nos últimos anos. Durante as eleições dos Estados Unidos de 2021, a rede social também se envolveu em polêmica ao priorizar fake News de candidatos ao Senado em relação de publicações feitas por sites de notícias.

Via The Next Web

Imagem: Colin Lloyd/Unsplash