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O Google está desenvolvendo uma nova forma de classificar o tom e cor de pele em suas plataformas, inclusive nos emojis, que recentemente receberam novas tonalidades de apertos de mãos, como você pode ver aqui. A intenção do novo formato é evitar possíveis acusações de preconceito e erros de inteligência artificial, algo pelo qual a empresa tem sido bastante criticada.

O problema estaria justamente na Escala de Fitzpatrick, usada desde a década de 1970 e que classifica em quatro tons de pele branca e outros dois com tonalidade escura. Essa escala foi originalmente desenvolvida para classificar os tipos de pele de acordo com sua tendência a sofrer com queimaduras solares e era utilizada para aplicação de tratamento com raios ultravioleta.

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Com o passar do tempo, esse mesmo modelo passou a ser adotado para empresas que queriam classificar grupos de pessoas. Além de emojis do Google, essa escala de cores de pele também é usada por sistemas de inteligência artificial para reconhecer os usuários.

escala de pele de Fitzpatrick

Imagem: ncbi

Mudança na escala de tom de pele dos emojis do Google

No entanto, essa escala passou a ser considerada passível de erro devido à limitação de tons de pele escura presentes no modelo. Isso já ocorreu com smartwatches e os modos de medir a frequência cardíaca, que apresentam mais erros em peles escuras. Além disso, identificação facial no Google Fotos, por exemplo, já demonstrou ter problemas com isso.

“Estamos trabalhando em medidas alternativas, mais inclusivas, que podem ser úteis no desenvolvimento de nossos produtos e colaboraremos com especialistas científicos e médicos, bem como com grupos que trabalham com comunidades de cor”, disse o Google à Reuters.

Ainda não está claro qual vai ser o novo sistema adotado pelo Google para classificar o tom de pele em emojis e sistemas de aprendizado de máquina. Mas é provável que as mudanças sejam feitas de maneira silenciosa, e incluam uma variedade maior de tons.

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Via Reuters