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As fabricantes de celulares ainda estão se digladiando para ver quem dominará o mercado de telas dobráveis. Mas, em pouco tempo, talvez estarão competindo para ver quem será o primeiro a apresentar um dispositivo com uma nova tendência: a tela elástica. Nesta terça-feira (25/05), a Royole, que se intitula “pioneira e líder global em eletrônica flexível”, anunciou ter descoberto a primeira tecnologia de tela extensível baseada em micro-LED do mundo, e compatível com processos de fabricação industrial.

A marca revelou a novidade durante o Display Week Symposium, evento que foi realizado em Freemont, na Califórnia, e que reuniu representantes da indústria especializada para discutir, de forma online, as novidades relacionadas ao futuro deste segmento. De acordo com a Royole, a tela elástica dará início a uma tendência, como ocorreu com o FlexPai, lançado em 2018 e que, segundo a marca, “foi o primeiro smartphone dobrável comercial do mundo”.

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Fundador, presidente e CEO da Royole, o doutor Bill Liu exaltou a descoberta da empresa e apontou que, muito mais do que aplicável em smartphones, a nova tecnologia poderá ter uma ampla gama de funcionalidades. “O desenvolvimento de tecnologia de display expansível compatível com os processos de fabricação industrial existentes é um sinal do crescimento exponencial que a indústria de eletrônicos flexíveis está experimentando. A próxima fronteira em progresso técnico permitirá aplicações e fatores de forma sem precedentes em realidade aumentada e virtual, eletrônicos vestíveis, aplicações biomédicas, design de veículos e muito mais”.

Imagem mostra pessoa segurando a tela elástica da Royole, que teria várias aplicações

Divulgação/Royole

Como funciona?

A tela elástica desenvolvida pelos pesquisadores da Royole é feita em micro-LED, com capacidade de alongamento de 130% e curvatura convexa de até 40 graus, mantendo uma resolução de 120 pixels por polegada (PPI), aplicável, por exemplo, aos notebooks. Segundo a marca, por permitir transmitância (ou passagem de luz) de até 70%, muito mais alta do que as tecnologias OLED flexíveis existentes, ela é altamente aplicável para soluções inteligentes que requerem transparência, como para parabrisas de carros ou óculos de sol.

Imagem mostra como a Royole desenvolveu a tela elástica

Divulgação/Royole

A marca utilizou um painel de 2,7 polegadas durante o Display Week Symposium para mostrar, na prática, como a tela elástica funciona. A empresa mostrou, por meio da esquematização da foto acima, que a razão de abertura ultrabaixa do micro-LED, aliada ao encapsulamento simples, fornecem espaço suficiente para designs de padrão extensível, demonstrando maior elasticidade, passo mais fino e transmitância mais alta em comparação com protótipos AMOLED e LED comuns.

“A Royole dá um salto estratégico para soluções extensíveis de micro-LED, liderando o desenvolvimento tecnológico e a inovação na indústria de eletrônicos flexíveis altamente competitiva. À medida que a Internet das Coisas acelera, a eletrônica flexível, de telas totalmente flexíveis a sensores totalmente flexíveis, está pronta para se tornar a interface dominante que une a interação entre as pessoas e os dispositivos inteligentes de amanhã”, concluiu a marca.

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Via Royole