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O Facebook deve prestar nesta quinta-feira (26), esclarecimentos sobre as medidas que está tomando para remover da plataforma grupos de milícias que invadiram o Capitólio no começo de janeiro. No entanto, um relatório do Tech Transparency Project (TTP) revelou que a rede social de Mark Zuckerberg ainda não conseguiu resolver o problema.

O programa explica que o Facebook permitiu a presença desses grupos de extrema-direita na plataforma durante anos, com usuários que compartilhavam fake news e atraindo ainda mais membros para a milícia, todo esse movimento acabou culminando na invasão ao Capitólio, organizada pelas redes sociais. Agora, a empresa tenta correr atrás do prejuízo, mas ainda não encontrou formas de lidar com esse conteúdo.

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O TTP revelou que o Facebook ainda tem uma quantidade gigante de conteúdo desses grupos extremistas e que o próprio algoritmo da plataforma acaba recomendando muitas dessas postagens. A rede também direciona os usuários que “gostam” de certas páginas da milícia para outros grupos do mesmo tipo, ajudando essas organizações a recrutar e radicalizar os usuários.

Sem controle

Para tentar burlar o algoritmo, muitos perfis pessoais foram transformados em tipos de páginas de grupos radicais. Ao todo a investigação identificou 201 páginas de milícias e 13 grupos no Facebook no dia 18 de março, mais de dois meses após a rebelião no Capitólio.

O mais impressionante é que 70% dessas páginas (140) tinham a palavra milícia no nome, o que poderia ser facilmente rastreável por um algoritmo de detecção no Facebook. Esses grupos compartilham fake news, discurso de ódio e diversas postagens com violações aos direitos humanos. Apesar disso, os posts continuam sendo exibidos normalmente.

A TTP descobriu ainda que o Facebook continua permitindo que esses grupos usem seu recurso de eventos, mesmo depois das revelações de que a empresa não barrou em uma página o evento da “Guarda Kenosha”, que instava as pessoas a trazerem armas para um protesto Black Lives Matter.

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Nesta quinta-feira (26), Zuckerberg vai participar de uma audiência virtual no Congresso justamente para falar sobre o combate do Facebook contra essas milícias, na primeira audiência com o CEO da plataforma desde a invasão no Capitólio.

Imagem: Maurício Mascaro (Pexels)