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A Apple, que vive de fabricar equipamentos e serviços para esses equipamentos, como o iCloud e o Apple Music, está no mesmo mercado que o Facebook, que vive de publicidade digital? Segundo o CEO do Facebook, sim. Mark Zuckerberg declarou em uma teleconferência que a Apple, de Tim Cook, é uma de suas maiores concorrentes.

Enquanto eram apresentados os resultados do quarto trimestre de sua plataforma, Zuckerberg também chamou a fabricante do iPhone de anticompetitiva, seguindo uma série de ataques recentes que tem ocorrido inclusive em anúncios impressos. Um dos apontamentos principais feitos por Zuckerberg é direcionado ao app iMessage, que já vem pré-instalado em iPhones. Essa facilidade permite que o serviço de mensagens da Apple se torne o mais utilizado nos Estados Unidos, superando o WhatsApp, do concorrente Facebook.

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A Apple, de fato, não vive só de equipamentos. Na quarta-feira (27/01), publicamos que a empresa se tornou a marca mais valiosa do mundo após cinco anos sem ocupar a posição. E muito disso foi impulsionado, segundo a própria Apple, pela estratégia de diversificação da fabricante do iPhone para alémd e aparelhos, como com o iCloud e Apple Music.

A guerra dos dados

Para Zuckerberg, a Apple tem posição privilegiada em sua plataforma de software iOS, onde pode interferir para se beneficiar contra outras empresas de aplicativos. Outras acusações feitas na teleconferência são de que o iMessage fornece falsas garantias de privacidade. Diz ainda que o iMessage é menos seguro que o WhatsApp.

As acusações lembram os processos que a Microsoft enfrentou nos anos 1990 por incluir seu Internet Explorer no Windows. Criadores de browsers concorrentes, como o falecido Netscape, reclamaram de tática anticompetitiva. Eram empresas que faziam browsers reclamando de outra empresa que fazia browser.

Neste caso, porém, é difícil considerar a Apple exatamente concorrente do Facebook. É mais que isso: suas disputas recentes estão mais para, potencialmente, extinguir o Facebook. A empresa quer tornar transparente o rastreamento do comportamento do usuário e a publicidade dirigida – o que é o modelo de negócios não só do Facebook, como do Google. Por isso, as mudanças recentes em sua política de privacidade levaram a uma guerra que continua acontecendo.

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Zuck, assim, põe em dúvida a honestidade da Apple, deixando no ar que está fazendo isso para promover seus aplicativos.

Via Washington Post e Business Insider

Imagem: Erikona/iStock/CC