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Apesar de ter visto o número de downloads explodir em mais de 4.000% após o WhatsApp anunciar mudança em sua política de compartilhamento de dados, o Signal não tem a intenção de tomar o lugar do concorrente no mercado. Pelo menos foi isso o que garantiu o Cofundador e presidente executivo da empresa Signal Foundation, Brian Acton, em entrevista para o site TechCrunch.

“Não desejo fazer todas as coisas que o WhatsApp faz. Meu desejo é dar às pessoas uma escolha, e não se trata estritamente de um cenário no qual o vencedor leva tudo”, disparou. Acton, por sinal, também foi um dos fundadores do WhatsApp, empresa da qual saiu em 2017, três anos após vender a companhia para o Facebook, por aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 117,3 bi, na conversão direta). O motivo da saída do WhatsApp foi, segundo o cofundador da Signal, “devido às diferenças em torno do uso de dados de clientes e publicidade direcionada”.

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Mercado tem espaço para ambos

Videoconferência com criptografia de ponta a ponta sendo mostrada no Signal

Assim que deixou o WhatsApp, Brian Acton fundou, em conjunto a Signal Foundation com Moxie Marlinspike, que hoje é CEO da empresa. Para isso, segundo reportagem do Business Insider, ele investiu US$ 50 milhões (R$ 266 milhões) do próprio bolso. O objetivo principal do app desenvolvido pela companhia era oferecer privacidade aos usuários e “nunca vender os dados pessoais ou exibir anúncios no aplicativo” (críticas mais recentes à atualização do WhatsApp que passou a compartilhar dados dos usuários com o FB).

Mesmo assim, Acton reafirmou que o crescimento do Signal não significa, necessariamente, a extinção do WhatsApp. Para o executivo, os dois apps têm finalidades diferentes e, por conta disso, espaço suficiente para coexistirem no mercado. Em sua concepção, as pessoas poderão utilizar o Signal para falar com família e amigos próximos, mas continuar no WhatsApp em outros bate-papos.

O executivo não negou, no entanto, que está festejando os assustadores números do Signal após toda a polêmica com o WhatsApp, que contou até com a influência direta do bilionário Elon Musk. “O menor dos eventos ajudou a desencadear os maiores resultados”, brincou, celebrando os 7,5 milhões de downloads do aplicativo entre os dias 6 e 10/01, além, claro, do fato de a companhia estar muito mais popular. Acton concluiu dizendo que eles “estão entusiasmados por estarmos tendo conversas sobre privacidade online e segurança digital, e as pessoas estão recorrendo ao Signal como a resposta para essas perguntas”, concluiu.

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Imagem do destaque: Melies The Bunny/Creative Commons/CC