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Quando os primeiros rumores envolvendo a linha Galaxy em 2021 surgiram, muitos estranharam o visual do módulo de câmeras, que se confirmou. A linha também recebeu alguns downgrades curiosos, como traseira plástica para o modelo mais simples, fora a ausência de carregador na caixa. Muitos passaram a apostar que os Galaxy S21 não iria bem em vendas, mas a Samsung tem sim motivos para celebrar.

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Segundo dados da CounterPoint Research a linha S21 está desde o seu lançamento vendendo mais que o dobro do que a família S20 vendeu no mesmo período lá nos Estados Unidos. Assim, há seis semanas que a Samsung vem confirmando que sua nova estratégia funcionou, com o modelo base se destacando.

gráfico da evolução de vendas da linha Galaxy S21 comparada à Galaxy S20

Imagem: CounterPoint Research

Custando US$ 200 a menos que o S20 mais simples, o acabamento plástico, ausência de carregador e o desenho de câmeras não afastou o consumidor. Pelo contrário: enquanto em 2020 o S20 Plus vendeu, no mesmo período, mais que o S20, o S21 está tendo maior saída que o modelo Plus. O carro-chefe, tanto no ano passado como nesse, são as variantes Ultra, com o maior percentual de vendas.

A agência de análise de mercados também pontuou que ofertas agressivas de troca de aparelhos antigos ajudou no aumento das vendas da linha Galaxy S21. Por mais que a Samsung aposte alto em 5G lá fora, o consumidor vê isso como um adicional interessante, mas não crucial. Quem está fazendo o upgrade a partir de um smartphone com três ou mais anos de vida destaca o salto em desempenho fotográfico (mesmo que da linha S20 para a S21 pouco desse hardware tenha mudado).

“Auxílio Emergencial” ajudou nas vendas

Ainda segundo a CounterPoint Research, os pagamentos feitos pelo governo americano foram cruciais para devolver poder de compra aos cidadãos de lá. Somado a isso, o início do ano é época de restituição de impostos. A linha veio em um momento para aproveitar um cenário econômico raro em tempos de pandemia.

Por último, como o gráfico já revela, é esperado que nos próximos meses as vendas do Galaxy S21 desacelerem. Isso se deverá, segundo a análise da agência, pelo fim da temporada de cheques estatais. A Samsung deverá observar um movimento de compras de dispositivos mais básicos, como a linha A, encerrando — por exemplo — um fevereiro raro no qual a linha Galaxy S foi responsável por metade das vendas da sul-coreana nos Estados Unidos.

A Counterpoint credita parte do sucesso da família S21 ao corte de preço do modelo base, S21, que chegou por US$ 799 ao invés dos US$ 999 do S20 em 2020. É um corte interessante de valores, mas que não foi repassado ao mercado brasileiro: por aqui, a linha S20 chegou a preços que partiam de R$ 5.499, enquanto a família S21 se iniciou em R$ 5.999. Ou seja, o movimento foi inverso, mesmo considerando a inflação do período (4,52%).

A estratégia da Samsung, porém, parece encontrar um bom terreno no Brasil para dar certo: segundo dados da Statscounter a fabricante é líder isolada no mercado de dispositivos móveis, seguida de longe pela Motorola. Com o fim da divisão mobile da LG — quinta colocada por aqui — as marcas terão uma oportunidade rara de cooptar quase 7% do mercado. Bom para elas crescerem, mas insuficiente para uma mudança drástica de cenário.

Via Counterpoint Research