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Um relatório publicado pela RIAA (Recording Industry Association of America) mostra que a receita em vendas de discos de vinil superou a de CDs nos Estados Unidos no ano passado. Ainda segundo os dados trazidos pela associação que representa as gravadoras do país americano, o número de gravações em formato LP (Long Play, como também é conhecido o disco de vinil) foi superior ao de gravações feitas em formato de disco laser (ou compact disc, CD).

Em termos de valores, o ano de 2020 fechou com os vinis superando os CDs em mais de US$ 140 milhões. As receitas em vendas do formato, que cresceram 28,7%, alcançaram US$ 626 milhões, já os CDs caíram 23% em vendas e alcançaram US$ 483 milhões, em uma queda que já vem de longa data.

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Apesar do crescimento nas vendas de discos de vinil, o formato representa apenas 5,2% do total de vendas de mídias musicais. Formatos digitais são 90% desse mercado, com o streaming dominando as preferências e o download perdendo cada vez mais sua relevância.

Do vinil ao streaming

O resultado altera as posições entre os dois formatos de mídia pela primeira vez, desde 1986, quando o disco laser começou a ganhar mais espaço, até finalmente superar em unidades vendidas os LPs em 1987. Neste ano, os discos de vinil diminuíram 14,5% em quantidade de vendas com relação ao ano anterior, enquanto que os CDs praticamente dobraram suas marcas no mesmo período, quase empatando com o formato analógico em unidades vendidas.

A partir de 1988, o CD finalmente desbancou o vinil e superou a fita cassete nos anos 90, reinando por um tempo, até meados dos anos 2000, quando chegou a vez dos downloads. Já nos últimos cinco anos, os serviços de streaming se consolidaram e se tornaram liderança absoluta em formato de mídia musical. A RIAA possui uma base de dados com os índices históricos dos Estados Unidos que pode ser acessada aqui.

O número de downloads de gravações vem caindo desde 2014, enquanto o streaming só cresce, em uma ampla gama de serviços. Em 2020, houve um crescimento de receita de 13.4%, chegando a US$ 10,1 bilhões nesse formato de distribuição de mídia musical. Assinaturas pagas, como as oferecidas por Spotify, Apple Music, YouTube Music, Amazon Music Unlimited e Vevo, além das versões gratuitas, como rádios digitais ou a oferecida pelo próprio Spotify. O streaming corresponde a 83% das receitas desse mercado no ano passado.

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Enfim, voltando para a superioridade atual das vendas dos vinis com relação aos CDs, essa condição pode significar um apreço das pessoas pela característica do som analógico. Há todo um conjunto de detalhes que diferenciam o que é ouvir um disco de vinil ou “só ouvir” uma música.

Entretanto, isso não se limita à nostalgia das pessoas mais velhas, já que há registro de números expressivos nas vendas de LPs lançados ultimamente por cantores e grupos que surgiram recentemente, cada um com sua imensa legião de fãs mais novos. Outro ponto a ser considerado se trata dos aparelhos de toca-discos com tecnologias atuais, como recursos wireless, além de entradas USB e outras funções para se adequarem às necessidades dos dias de hoje e se tornarem mais práticos.

Via TechRadar

Imagem: Pixaline / Pixabay / CC