AcessóriosGoogle começa a vender produtos Fitbit em sua loja nos EUA

Filipe Salles1 semana atrás5 min

Um mês após os órgãos reguladores da União Europeia terem aprovado a aquisição da Fitbit, o Google começou a vender produtos da marca em sua loja americana. O que não seria nada estranho, caso a compra da empresa estivesse 100% aprovada nos EUA e outros países fora da União Europeia.

A questão é que isso ainda não aconteceu, já que a aquisição ainda depende da aprovação do Departamento de Justiça Americano (DOJ) e da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC). De qualquer forma, a loja do Google já conta com alguns dos modelos atuais de produtos Fitbit para os compradores americanos. Por outro lado, acessórios e modelos mais antigos ainda devem ser adquiridos no site da Fitbit.

A empresa especializada em produtos tecnológicos para bem-estar desenvolve principalmente smartwatches e smartbands. Apesar de o Google ter desenvolvido o sistema Wear OS, ele não chegou a fabricar um relógio inteligente próprio. Isso justifica a aquisição da Fitbit, que já possui um portfólio completo de produtos e é uma das líderes no segmento.

O que falta para finalizar a fusão?

Em uma aquisição anunciada em novembro de 2019 por US$ 8 bilhões, a compra da Fitbit foi considerada oficialmente concluída pelo Google em janeiro de 2021. Para evitar a formação de oligopólios, ou seja, grupos de empresas que se fundem e passam a dominar um setor, aquisições do tipo passam pelo crivo de órgãos reguladores, que podem aprovar ou negar a aquisição.

Nesse caso em particular, o Departamento de Justiça americano e a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), já que a Fitbit é uma empresa fundada na Austrália.

Ou seja, o Google já estar vendendo os produtos da Fitbit em sua loja online americana pode gerar repercussão legal. Afinal de contas, a aquisição ainda não foi aprovada, então o Google não pode começar as vendas antes dessa aprovação.

No momento, ainda não há um posicionamento oficial de ambos os órgãos. Em janeiro de 2021, eles afirmaram ainda estar investigando se a fusão pode prejudicar a concorrência e os consumidores do mercado americano e australiano.

Via Droidlife