AplicativosNotíciasFuncionários do Signal dizem que não há planos contra o extremismo

Ronnie Mancuzo1 mês atrás4 min

Nos últimos dias, o WhatsApp tem visto muitos de seus usuários partirem para outros aplicativos de troca de mensagens. O Signal foi um desses apps que receberam novas contas. Mas não quer dizer que, por estar livre dos problemas de privacidade, não contenha outra coisa que pragueja o Zap: o extremismo. É o que apontam funcionários e ex-funcionários da plataforma.

Funcionários e ex-funcionários do app acreditam que o Signal está mal preparado para conter avanços extremistas nas conversas dentro de sua plataforma. Segundo eles, o desenvolvimento e a adição de novos recursos podem levar o app a ser usado de maneiras perigosas e até prejudiciais. Avisos nesse sentido, de acordo com os relatos, foram em grande parte ignorados. A empresa tem dado preferência para o aumento do número de novos usuários, que realmente aconteceu em larguíssima escala recentemente.

Sem urgência

Neste cenário, em uma reunião, um dos funcionários perguntou ao CEO do app que medidas podem ser tomadas se um grupo violento divulgar links de bate-papo do Signal, para promover atos extremistas. A resposta de Moxie Marlinspike foi dada na direção de que, no momento, não é necessário haver preocupação com isso.

Aqueles que denunciam temem que, caso o Signal não foque na criação de mecanismos de moderação para identificar e remover conteúdo extremista na plataforma, as tecnologias de criptografia fiquem mal vistas. Porém, é justamente essa condição de criptografia que impede mais certeza para examinar o conteúdo das conversas em caso de atividades de moderação.

Marlinspike, por outro lado, também parece estar disposto a contratar um funcionário exclusivo para trabalhar em questões relacionadas a políticas e segurança. Inclusive, segundo ele, diante de uma situação possível de recrutamento de agentes extremistas, o Signal poderia eliminar os links de grupos de bate-papo, se eles fossem utilizados em larga escala.

Via The Verge

Imagem: Antonio Guillem (iStock)