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Após ser banido permanentemente do Twitter e ter sua conta suspensa em outras redes sociais devido ao ataque contra o Capitólio, o presidente dos EUA (até próxima quarta) tentou se manter em contato com seus apoiadores em outros canais. E isso incluiu cogitar a possibilidade de se inscrever no Parler, a rede de extrema direita que, por sua ligação com os ataques, foi banida por vários serviços.

A informação veio de John Matze, CEO da empresa responsável pelo app, numa audiência judicial. Segundo ele, antes da rede ser banida, Trump cogitou entrar com um curioso nome de usuário Person X (“Pessoa X”).

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A rede social Parler era um microblog concorrente daquela outra do pássaro azul e pertencia ao conglomerado da Amazon Web Services. O app servia como recuo dos apoiadores do magnata que vinham sendo barrados em outras redes. Mas teve suas atividades encerradas. Após o Google e a Apple removerem o app de suas lojas de aplicativos, a Amazon Web Services decidiu pôr um fim no aplicativo que hospedava na segunda-feria (11/01), por considerá-lo um risco à segurança pública.

Para tentar reverter a situação e manter sua rede social ativa, John Matze entrou com um processo contra a Amazon. Uma das alegações da abertura da ação judicial é de que executivos do conglomerado já trocavam mensagens com ele a respeito da intenção de Trump entrar para o Parler desde Outubro de 2020. Em documentos do processo, Matze alegou que “A Amazon é apoiadora de Joe Biden […] Por isso, acredito que o motivo pelo qual encerrou o Parler não foi porque o app não estava de acordo com as políticas da empresa, mas para negar a Donald Trump um espaço na rede social”.

Novo lar da extrema direita

O Parler se tornou um refúgio para a extrema direita americana e chegou a ser um dos canais pelos quais o ataque ao Capitólio foi organizado. Recentemente, Bolsonaro também orientou que seus apoiadores migrassem para a plataforma. Parte da ação judicial aberta pelo CEO do microblog discorre sobre isso. Para se defender das acusações, por exemplo, a Amazon apresentou sua resposta ao processo judicial alegando que o aplicativo Parler havia ferido a política de segurança ao permitir a veiculação de conteúdos violentos e que incitam o ódio.

Matze, entretanto, pontuou que a rede de e-commerce nunca havia se preocupado com a moderação do conteúdo que circulava no app até 8 de janeiro deste ano. Por seu turno, executivos da AWS se defenderam dizendo que haviam reportado o Parler por conteúdo inadequado, avisando que se a rede social não tomasse providências, seria removida.

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Enquanto o processo judicial segue, John Matze já está procurando outras plataformas para hospedar seu aplicativo. Ele também está processando a Apple e o Goolge por removerem o Parler de suas lojas de app.

Via Business Insider

Imagem: Boogich/iStock