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Após organizar uma grande manifestação em Washington que culminou na brutal invasão do Capitólio na última quarta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos teve suas contas em diversas redes sociais canceladas ou banidas permanentemente. Esse movimento fez apoiadores de Donald Trump começarem a incentivar o uso do Parler, serviço utilizado por membros da extrema-direita que foi bloqueado na sexta no Google Play e na App Store.

As redes sociais são a principal ferramenta de Trump e seus aliados para espalhar notícias falsas. Foi no Twitter que o presidente americano disse que Joe Biden havia fraudado as eleições presidenciais, mesmo sem o menor tipo de evidência. Sem acesso a essas plataformas, o grupo perde muito engajamento em suas iniciativas, foi com essa ideia que começaram a migrar para o Parler.

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Quem defende o uso da nova plataforma diz que o Google, o Facebook, o Twitter e outras grandes empresas do ramo criaram uma “ditadura das Big Techs” (!) e que agem de maneira orquestrada para prejudicar Trump. O Parler, por sua vez, acabou se tornando terra de ninguém, repleto de notícias falsas e grupos extremistas.

E quem pensa que Donald Trump é o único presidente do mundo a utilizar a plataforma está enganado. Aqui no Brasil, Jair Bolsonaro, declaradamente apoiador do mandatário americano, pediu que seus seguidores criem contas na rede social e compartilhou seu perfil.

Parler, a rede social bloqueado no Google e na Apple

Foto: Reprodução/Instagram

Fora do Google Play e App Store

Apesar disso, o futuro do Parler pode estar comprometido, o aplicativo foi bloqueado da Play Store e da App Store por quebrar as regras das lojas e incentivar a propagação das fake news e violência. Se a situação já estava difícil, a Amazon, servidor onde a plataforma ficava hospedada, também excluiu a empresa de seu ambiente.

O Google disse que a companhia precisa ter um “sistema de moderação robusto” se quiser voltar para a loja do Android. A Apple deu uma resposta parecida e informou que “suspendemos o Parler na App Store até que eles resolvam esses problemas”, disse em um comunicado.

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Já a Amazon, que removeu a rede social de seu serviço de hospedagem, enviou uma nota para o BuzzFeed News dizendo que a plataforma falhou em lidar com a constante propagação de incitação a violência e discurso de ódio entre seus usuários.

Fora do ar e insegura

Neste momento, o Parler segue fora do ar e bloqueado. Em entrevista para a emissora americana Fox News, o criador da plataforma, John Matze, disse que entrou com ações na justiça questionando o bloqueio imposto pelo Google e pela Apple, mas o advogado que representava a companhia saiu do caso.

Matz também disse que está buscando uma nova hospedagem para o serviço e que isso pode deixar a rede inativa por até uma semana. “Uma tentativa de remover completamente a liberdade de expressão na internet”. “Isso foi um ataque coordenado das gigantes da tecnologia para matar a competição”, escreveu em sua própria (literalmente) rede social.

Executivos da empresa também falaram com o Wall Street Journal, eles esclareceram que não aceitam incitação a violência em sua plataforma e que pretendem aumentar o número de moderadores para remover usuários que violarem os termos de uso do Parler.

A situação pode estar ainda mais complicada. Relatos no Facebook e no Twitter dizem que moderadores do serviço vazaram acesso a perfis de administração, o que teria permitido usuários criar de contas sem a necessidade de verificar email. A consequência pode ter gerado milhares de logins falsos. Mais um problema para os responsáveis pela empresa revolverem nos próximos dias.