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O Twitter anunciou na última sexta-feira (08/11) que havia banido definitivamente o presidente americano Donald Trump da plataforma. A decisão teve efeito imediato nas ações da empresa na Bolsa de Valores. Segundo a Reuters, os papéis apresentaram uma queda de 7% desde então, muito por conta das reações adversas dos apoiadores republicanos de Trump.

“Trump tem um grande número de seguidores leais e muitos desses olhos desaparecerão se Trump for permanentemente impedido de postar”, comentou Andrea Cicione, chefe de estratégia da corretora TS Lombard, à reportagem, lembrando que o republicano tem (ou tinha) 88 milhões de seguidores em sua conta no Twitter.

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Além do Twitter, outras redes sociais, como Facebook e Snapchat, também aderiram ao movimento e baniram as contas de Donald Trump. Elas também resolveram aumentar a vigilância sobre posts dos seguidores de Trump, que venham a disseminar fake news ou discursos de ódio, principalmente relacionados às recentes eleições que elegeram Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos

Ações do Facebook permaneceram inalteradas

Segundo a reportagem da Reuters, no entanto, as ações das outras redes sociais que baniram Trump das suas plataformas não se renderam à volatilidade dos papéis que, como os do Twitter, caem quando sofrem influências externas. “A moderação incremental pode ser bem-vinda, mas não é barata e pode beneficiar o Facebook, que já emprega um exército de moderação (cerca de seis vezes) maior do que a força de trabalho do Twitter”, compararam os analistas.

O Twitter, aliás, parece ser mesmo o centro dos protestos dos apoiadores de Trump e, com isso, os mais afetados pela queda das ações. Segundo a mídia local, a polícia de San Francisco está de prontidão para um possível protesto que estaria sendo organizado por manifestantes pró-Trump na porta da empresa. Eles estariam combinando carregar apitos, câmeras corporais para registrar eventuais violências policiais, máscaras, óculos escuros e chapéus, tudo para dificultar a identificação.

O Twitter voltou a afirmar, após ter visto que suas ações caem à medida em que o apoio a Trump aumenta, que a decisão de banir o republicano da plataforma não tem qualquer cunho político, mas de segurança. “Nossa estrutura de interesse público existe para permitir que o público ouça as autoridades eleitas e líderes mundiais diretamente. No entanto, há anos deixamos claro que essas contas não estão totalmente acima de nossas regras e não podem usar o Twitter para incitar a violência, entre outras coisas”, concluiu.

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Via Reuters e SF Chronicle