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A Microsoft está desenvolvendo o seu próprio processador com arquitetura ARM, a mesma utilizada pelo M1, da Apple. O chipset pode integrar projetos como servidores e a próxima geração do Surface – o tablet baseado no Windows 10.

O interesse da Microsoft pelo desenvolvimento de um processador ARM para a linha Surface não é bem uma novidade. O Surface Pro X, um dos principais modelos da empresa, já utiliza um chipset baseado nesta arquitetura: o Microsoft SQ-1, que nada mais é que o resultado de uma parceria da empresa com a Qualcomm para o desenvolvimento de uma versão modificada do Snapdragon 8CX.

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No entanto, conforme apurou a Bloomberg News, desta vez a Microsoft teria destacado uma equipe de desenvolvedores internos para a criação da nova linha de processadores, dispensando de uma vez por todas a sua dependência de outras empresas como a Intel e a própria Qualcomm. O dispositivo também seria utilizado na linha de servidores da empresa.

O futuro será baseado em ARM

A arquitetura ARM é a menina dos olhos da computação. Por meio dela é possível desenvolver os famosos SoCs (System-on-a-Chip) que permite a união de vários elementos processador, memória e GPU em um único microchip. No caso de aparelhos compactos como smartphones, tablets e ultrabooks, a tecnologia faz todo o sentido. Com esses processadores, o dispositivo pode economizar energia e também espaço tornando os dispositivos ainda menores e mais eficientes.

Assim como a Microsoft sonha em desenvolver o seu próprio processador ARM para o Surface, outras empresas já desenvolvem experimentos com arquitetura, como a Apple, que recentemente comprovou o poder de fogo do M1 na nova geração de MacBooks.

Mudança pode gerar problemas para desenvolvedores

Embora a Microsoft esteja de olho no futuro, a médio prazo, a mudança para um processador ARM pode gerar mais trabalho para os desenvolvedores de aplicativos da linha Surface. Isto porque, com exceção do Surface Pro X, todos os outros dispositivos da linha possuem processadores Intel ou AMD, baseados em X86.

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No caso de servidores, que exigem o monitoramento e atualização constante, no começo, a mudança será uma dor de cabeça ainda maior, pois as empresas terão que trabalhar em duas arquiteturas diferentes na hora de pensar em soluções  e atualizações para a plataforma.

Este também é um problema que a Apple enfrenta atualmente, tendo que emular a arquitetura mais antiga dos MacBooks para tornar certas aplicações compatíveis como o M1.

Em todo o caso, o interesse de empresas tão tradicionais na computação indica que veremos o formato sendo cada vez mais utilizado pelo mercado.

Via Digital Trends