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Perfume no celular? Dois novos modelos da Motorola no Brasil têm

Imagem mostra Motorola G100 nas mãos de uma pessoa. Fabricante anunciou que modelo agora virá com cheiro de perfume exclusivo aplicado na caixa do smartphone, e que pode durar até 90 dias

Quem concorda com a ideia de que cheiro de carro novo é tão bom que deveria virar perfume, certamente vai curtir a ideia que a Motorola para seus dois novos modelos de celular. A marca anunciou que tanto o Moto G100 quanto o Moto G30, que recentemente entraram à venda no Brasil, chegarão aos consumidores com “cheiro de celular novo”.

A ideia foi desenvolvida em parceria com a Firmenich, empresa de flagrâncias e aromas com alcance global, e tem como objetivo criar uma “assinatura olfativa da Motorola”. Segundo a marca, a intenção é que os novos modelos de celular tenham um perfume marcante e característico, que conquistem o usuário assim que a caixa do celular recém-comprado for aberta.

“Pelo design dos nossos aparelhos, a gente estimula o tato. Por meio das experiências de câmera e tela, a visão. A audição é ativada pelos alto-falantes e pelo nosso conhecido ringtone Hello Moto. Agora fomos além, levando a experiência para um novo sentido: o olfato. Para isso, nos associamos com a Firmenich que desenvolveu a assinatura olfativa da Motorola”, explicou Juliana Mott, head de Marketing da Motorola Brasil.

O perfume que acompanhará os dois modelos de celular citados recebeu o nome de Blue Touch Tech e, de acordo com a Motorola, tem sua fórmula composta “por um mix complexo de aldeídos frescos, notas aromáticas, especiarias tônicas e facetas marinhas e é envolvida por tonalidades de âmbar, madeira e almíscar”. Segundo Carlos Petri, VP de Consumer Fragrances na Firmenich, a empresa passou um ano desenvolvendo a fragrância, incluindo quatro meses de testes e pesquisas qualitativas e quantitativas no Brasil, na China, na Europa e nos Estados Unidos, Índia e Dubai, até chegarem na fragrância ideal.

90 dias com cheirinho de novo

Em contato com a reportagem do Vida Celular, a Motorola revelou que a tecnologia implementada no desenvolvimento do perfume fará com que o cheiro de “celular novo” dure bem mais do que costumam durar os de carros saídos da concessionária. “A estimativa é que a predominância da fragrância em condições normais de uso dure 90 dias em média”, prometeu a marca, via assessoria de imprensa.

A confiança no sucesso do projeto é baseada na série de testes a que o perfume para celular foi submetido antes de ser aplicado nas caixas do Moto G30 e do Moto G100 para o mercado brasileiro. “Para se chegar a essa conclusão, foram realizados diversos processos de estabilidade e aceleração do prazo de validade do produto, submetendo a fragrância em processos de estufa durante 60 dias, a 37 graus por 24h, e mesmo após esse período, ainda é percebida a fragrância íntegra e sem nenhuma perda olfativa”, explicou a marca.

Moto G30 também faz parte do projeto de unir celular e perfume no Brasil (Divulgação)

A Motorola revelou ainda que, pelo menos a princípio, não está sendo cogitada a possibilidade de uma extensão com a Firmenich para que consumidores que não possuam os aparelhos da marca possam ter acesso ao Blue Touch Tech em perfumarias comuns. “Este é um piloto realizado inicialmente apenas no Brasil, um dos mercados mais importantes para a Motorola no mundo, e vamos avaliar a recepção dos consumidores para definir se vamos seguir com a iniciativa e quais suas possíveis aplicações”, concluiu.

Startup brasileira criou “cheiro digital”

Apesar de a Motorola se autodeclarar pioneira em juntar perfume e celular, uma startup brasileira, que não tem nenhuma ligação com o projeto envolvendo o Moto G100 e o Moto G30, foi a 1ª a criar o chamado “cheiro digital”. Em setembro de 2020 a Noar criou um sistema de entrega de flagrâncias que faz com que consumidores possam apreciar os perfumes em celulares e tablets, eliminando a necessidade de testadores e outras formas de amostragem nos pontos de venda.

O MultiScent 20, também chamado “demonstrador digital” se conectam ao celular por meio de bluetooth e, quando acionados pelo aplicativo próprio, liberam a flagrância por meio de ar seco, sem deixar resíduos no ar, no demonstrador ou no usuário. “A solução é uma maneira revolucionária de testar um novo produto, no caso, um perfume. Além de fazer o cliente sentir a fragrância, o que por si só é uma solução tecnológica fantástica, a tecnologia, além da segurança para o usuário, contribui para a preservação ambiental”, explicou Renato Massara Júnior, diretor Comercial e de Marketing da Wheaton, empresa fabricante de embalagens de vidro para perfumaria e cosméticos, parceira da Noar, ao portal Negócios & Gestão.

Cláudia Galvão, CEO da Noar, também comemorou o nascimento da nova tecnologia. “Como estamos vendo no mercado editorial, publicitário e da informação, existe uma clara tendência de passar dos meios físicos, impressos, para os meios digitais. Numa indústria tão multissensorial como a de cosméticos, queríamos que nossos clientes, especialmente os de venda direta, tivessem as ferramentas necessárias para se adaptar ao novo cenário”. E o novo cenário, agora, uniu celular e perfume.

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