Vida Celular

Tudo sobre os melhores celulares

Nós do Vida Celular e nossos parceiros utilizamos cookies, localStorage e outras tecnologias semelhantes para personalizar conteúdo, anúncios, recursos de mídia social, análise de tráfego e melhorar sua experiência neste site, de acordo com nossos Termos de Uso e Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Pesquisadores da Austrália estão desenvolvendo uma nova tecnologia com uso de plasma, segura e de baixo custo, que pode baratear as telas de dispositivos como celulares e computadores. Este novo material, conforme os estudos, permite o escurecimento das telas de aparelhos eletrônicos custando muito menos do que custa o material que é usado atualmente.

A pesquisa, que vem sendo desenvolvida desde 2019 na Universidade de Sidney e é liderada pelo Dr. Behnam Akhavan, tem como base a substituição do índio no desenvolvimento de diversos produtos. Este elemento químico raro é amplamente usado em smartphones e computadores, e também é usado no desenvolvimento de vidros de para-brisas e janelas com escurecimento automático.

publicidade

Segundo apontam os pesquisadores, o índio é caro porque é difícil de ser obtido, tendo ocorrência natural apenas em pequenos depósitos. “O índio industrial é frequentemente produzido como um subproduto da mineração de zinco, o que significa que uma escassez pode ocorrer se a demanda por dispositivos optoeletrônicos, como LCDs e telas de toque, aumentar”.

O que tem de novidade

Há dois anos, a equipe de Akhavan criou um material que consistia em quatro camadas muito finas de tungstênio e prata no vidro. Estes elementos, embora não sejam exatamente abundantes, são muito menos raros que o índio. Agora, os pesquisadores dizem que conseguiram refiná-lo em três camadas, simplificando a produção e com uso de plasma. Como resultado, foi obtido um revestimento de plasma transparente e eletricamente condutor.

De acordo com a universidade, esta abordagem em nanotecnologia permite que os dispositivos eletrocrômicos (que mudam de cor a partir de uso de eletricidade) mudem de cor (ou escureçam) de forma eficiente e rápida a pedido do usuário, por meio de toque na tela ou acionamento por botão. “Esses revestimentos fabricados com plasma podem então ser aplicados em papéis eletrônicos, smartphones e janelas de vidro, e podem ser escurecidos com a aplicação de uma pequena corrente elétrica”, acrescentou Akhavan.

A pesquisa pode oferecer um material eletrocrômico de baixo custo, mais acessível e ecologicamente correto. Ou seja, além de permitir um escurecimento estimulado das telas, a tecnologia pode baratear muito a produção de dispositivos eletrônicos. Este material eletrocrômico pode ser aplicado para revestir quase qualquer superfície sólida, incluindo plásticos flexíveis.

publicidade

Via ZDNet e Cosmos Magazine

Imagem: Pexels/Pixabay/CC