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Medo de invasores, monitoramento de crianças pequenas e ou pets: há vários motivos para querer ter uma câmera de segurança. Mas, no lugar de sair procurando por uma, talvez o material esteja literalmente em suas mãos agora: um celular velho pode oferecer até melhores resultados que uma câmera mais barata. Configurar um telefone para essa nova função principal não é difícil e tem como base quatro elementos: o celular, o app, o local e o suporte físico.

1. O celular

O que importa aqui é principalmente da câmera que o velho aparelho deve possuir, viabilizando o uso ideal para captura das imagens. No caso, uma câmera ultra-wide, daquelas que capturam a maior área possível, são bem vindas quando a API da câmera permite o uso deste sensor por apps de terceiros. Em smartphones mais antigos, apenas a câmera principal pode ser usada por aplicativos externos e, geralmente, já é o suficiente.

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2. Aplicativos

Tanto em modelos Android, como em modelos Apple, há aplicativos voltados para essa função específica de câmera de segurança. Essas ferramentas apresentam alguns recursos importantes, como streaming de vídeo, detecção de movimento, áudio bidirecional, armazenamento em nuvem e conexão direta.

O app instalado deve ser capaz de enviar para o celular principal um stream de vídeo filmado pelo aparelho antigo. Outro requisito bem importante é a detecção de movimento, onde o app deve ser capaz de enviar notificações push sempre que a câmera do celular velho detectar, por exemplo, alguém estranho rondando a casa. Aqui, havendo a possibilidade, o ideal é não apontar para áreas como janelas ou definir níveis de sensibilidade para evitar falsos alarmes.

O áudio bidirecional cabe muito bem em situação de conversação, para atender alguém que está na porta da casa ou necessidades parecidas. Orientar algum entregador, responder rapidamente para uma pessoa que está sendo filmada, o celular funcionaria como uma espécie de interfone com câmera.

Alguns apps oferecem função de armazenamento em nuvem, o que permite que gravações fiquem salvas em uma conta Google ou iOS para análises futuras. Em casos de confirmação do que foi filmado em um determinado período, ou em situações de roubo do próprio celular velho usado como câmera de segurança, haveria a gravação salva em nuvem para se recorrer. Se o usuário preferir não ter filmagens confidenciais de sua casa hospedada na nuvem, então é necessário escolher um app que permite uma conexão p2p direta entre a câmera de segurança do celular velho e seu smartphone ou PC.

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tela de app de celular para câmera de segurança

Divulgação/Alfred Security Camera

Algumas recomendações para Android e iOS:

  1. Alfred Security Camera, disponível na Play Store e na App Store. Oferece um processo de configuração bem simples. É necessário instalar o aplicativo no celular antigo e também no smartphone atual.
  2. WardenCam (no Android e no iOS). Fácil de configurar, com uma interface bem intuitiva. Instalando no celular velho que vai fazer a vez de câmera de segurança e no celular de uso de rotina, o usuário precisa fazer login para começar a usar.

Para se conectar no Alfred, o usuário faz o login com sua conta do Google ou da Apple, ou digitaliza um código QR. Daí então, é só atribuir os smartphones às suas respectivas funções. O app também permite acessar a imagem da câmera principal ou frontal do celular velho por meio de um navegador. Além disso, o Alfred Security Camera oferece comunicação bidirecional e funções como zoom e sirene de alarme. O nível de detecção de movimento é ajustável em termos de sensibilidade, mas o mascaramento de zona não está disponível na versão gratuita. A versão paga oferece outros recursos extras, como melhor qualidade e maior duração de gravações, além de eliminar anúncios.

tela de app para celular como câmera de segurança

Divulgação/WardenCam

Já o Warden tem uma gama de funções é muito semelhante à do Alfraed, como detecção de movimento, que permite ajuste pelo tempo. Quando algo é detectado, a ferramenta envia uma notificação push e armazena as gravações na nuvem, oferecendo suporte para Google Drive ou Dropbox. O Warden também traz uma função de sirene de aviso e, em sua versão paga, são eliminados os anúncios e recursos premium são liberados.

3. Local e suporte
suporte para um celular velho

Imagem: Ivan Radic/CC BY 2.0

Com seu celular pronto para atuar, é preciso determinar a configuração física.

Primeiro, onde instalar. Se o ponto é impedir assaltos, o local é aquele pelo qual um assaltante obrigatoriamente ou provavelmente teria que passar para cometer o crime. Corredores, garagens, área de entrada, por exemplo. Para segurança no monitoramento de bebês, crianças pequenas ou animais de estimação, o ideal é instalar o celular velho em um ponto onde a câmera foque bem o berço, ou onde a criança pequena que precisa ser observada mais fica. O local deve ter acesso à rede Wi-Fi da casa (exceto se você quiser configurar como dados móveis, o que é possível, mas dispendioso). Use extensores de wi-fi se necessário. Outro ponto óbvio é ter acesso à eletricidade, para ficar conectado constantemente num carregador.

Para sustentar o aparelho, há opções de suporte feito de materiais como plástico e alumínio em lojas oficiais da Apple e de aparelhos Android. O mais comum é encontrar esses produtos voltados para tablets, mas um celular pode ser encaixado muitas vezes nessas peças, de forma adaptada. Há suportes que precisam ser instalados, furando a parede, e há modelos que oferecem mais praticidade, dependendo de onde é o melhor local para o celular se posicionar. Opções com ventosas de borracha onde exista parede lisa também são interessantes e até mesmo ímãs para unir suporte e algum ponto fixo de metal. O uso de fitas adesivas não deve ser descartado quando é preciso recorrer a elas.

Via NextPit

Imagem: Phonlamai Photo/Shutterstock