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Uber Eats, Rappi e iFood, três dos principais apps de entrega de comida do País, foram notificados pelo Procon-SP sobre o aumento da incidência de golpes que acabam transformando o consumidor em vítima de roubo. Somadas, as reclamações em 2021 já chegaram a 249 em pouco mais de seis meses, contra 87 de todo o ano passado.

O aumento geral de 186% na incidência desse tipo de roubo tem, segundo dados levantados pelo Procon, o Uber Eats como o app de comida que mais viu o golpe crescer. De janeiro a junho foram registradas 64 queixas, contra 14 em todo o 2020, configurando um aumento de 357%. E o primeiro alerta do Procon já foi dado no inicio do mês.

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O Rappi, por sua vez, é a vítima preferida, tendo sofrido 105 queixas em 2021 contra 29 em 2020 (262% a mais), enquanto o iFood recebeu 80 denúncias de consumidores nestes seis meses contra 44 do ano passado (81%).

Em termos de receita, o roubo dos apps de comida por conta dos golpes já é de quase R$ 500 mil em 2021, segundo o Procon. O iFood e o Rappi somam R$ 200 mil cada, enquanto o Uber Eats teria levado R$ 80 mil de maneira ilícita.

Como é o golpe?

O golpe que vem sendo aplicado por alguns entregadores dos apps de comida se baseia, principalmente, em cobrar valores indevidos do cliente, que só percebe o roubo após ser notificado pela instituição com a qual fez o pagamento. Os relatos sobre o modo como o roubo é efetuado variam, segundo o Procon.

O órgão informou que alguns clientes dizem receber uma máquina para fazer o pagamento cujo visor estava quebrado; outros alegam terem sido informados pelo entregador que deveriam pagar um valor a mais (“valor da entrega”, “taxa de serviço”) e, ainda casos em que receberam uma ligação do restaurante informando sobre a cobrança de uma “taxa de entrega” e pedindo os dados do cartão.

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Fernando Capez, diretor-executivo do Procon, prometeu cobrar respostas rápidas dos responsáveis pelos apps de comida sobre as queixas de roubo. E fez um apelo ao consumidor que se sentir lesado: “Quem for vítima e for cobrado em valor incorreto, deve acionar o Procon-SP. Nós iremos apurar a responsabilidade da empresa e acionar a polícia. As empresas de delivery devem responder pelos problemas e ressarcir o consumidor”.

Dicas de prevenção

O órgão fiscalizador elencou algumas dicas para que os consumidores possam ficar atentos e não aumentem a estatística de vítimas de roubo dos apps de comida de agora em diante. A principal delas, segundo Capez, é optar pelo pagamento online, dentro do próprio app. “E lembrar que não existe taxa de entrega ou outra taxa extra. Qualquer ocorrência diferente deve ser comunicada à empresa”, avisou o diretor.

Além disso, o Procon passou outras orientações simples que, se seguidas, certamente dificultarão o trabalho de quem tem utilizado os apps de comida para praticar roubo contra o consumidor: não utilizar máquinas com visor quebrado ou que não permita a visualização dos dados, conferir o valor da compra no ato do pagamento (se não for feito online), não fornecer dados por telefone, desconfiar se o entregador solicitar taxa extra, acionar o estabelecimento em caso de dúvidas.

Imagem: Diy13/iStock