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Mesmo com as inúmeras transformações do sistema bancário, cerca de dois terços da população ainda têm dificuldades na hora de negociar serviços e adquirir crédito. Neste aspecto, a startup brasileira alt.bank tem ganhado popularidade ao defender a inclusão destes usuários. A iniciativa resultou no aporte de US$ 5.5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) por parte de um fundo de investimentos estrangeiro.

Lançada em 2019, a brasileira alt.bank oferece a abertura de contas digitais sem taxas ou anuidade, bem como a contratação de cartões digitais. Por meio de um sistema chamado de “Justiça Financeira”, a empresa promete facilitar a vida de inadimplentes permitindo a abertura de contas para pessoas que estiverem com o CPF negativado. Assim como outros bancos digitais, a plataforma não possui agências e conta com um aplicativo de Android para auxiliar os usuários.

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Além disso, a plataforma conta com um clube de vantagens que oferece descontos na compra de remédios em farmácias e uma parceria com a plataforma de consultas médicas Dr. Consulta, oferecendo descontos no agendamento de consultas particulares para os usuários. De acordo com a alt.bank, desde o seu lançamento, cerca de um milhão de brasileiros baixaram seu aplicativo.

Crescimento com apoio estrangeiro

A visibilidade e o rápido crescimento resultaram em um aporte milionário para empresa no último mês. O fundo de investimentos Union Square Ventures, uma das empresas de capital de risco responsável por aportar o crescimento de iniciativas como a plataforma de pagamentos Stripe, além de gigantes como o Twitter em o Kickstarter quando ainda estavam começando, decidiu investir US$ 5,5 milhões nos brasileiros.

Em nota, o sócio da Union Square Ventures, John Buttrick explicou que o investimento é o primeiro do fundo em uma empresa da américa latina e que o maior atrativo foi a oportunidade de negócios com impacto no desenvolvimento social em mais de 100 milhões de brasileiros.

Apelo social

Embora tenha rendido um aporte gigantesco para a alt.bank, a oferta de contas e vantagens para CPFs negativados não é bem uma exclusividade da fintech. A verdade é que não há lei ou norma que proíba a abertura de contas bancárias para pessoas devedoras.

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Por se tratar de uma relação comercial, o Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da resolução nº 2.025, apenas determina que as instituições bancárias são livres para decidirem se manterão clientes inadimplentes na sua carteira ou não. O que muitos bancos fazem é impor certas restrições para estes clientes, como a limitação de crédito, reajustes em taxas e limitação de serviços. Assim, muitas fintechs encontraram nestas limitações uma oportunidade para captar clientes. Bancos digitais como o Nubank e o Original, bem como instituições tradicionais como o Banco do Brasil, Itaú, Santander e a Caixa Econômica também oferecem abertura de contas para quem está devendo.

Bonificação de usuários

Na prática, o que difere um banco digital do outro é a oferta de serviços. Alguns oferecerem descontos no abatimento de parcelas do cartão de crédito, outros oferecem opções diferenciadas para investimentos etc. No caso do alt.bank, a aposta está no sistema de convite de usuários. Semelhante ao que vemos no cashback de plataformas de pagamentos como o PicPay, por exemplo, a Fintech oferece uma bonificação aos clientes toda vez que ele indica um novo usuário.

De acordo com a empresa, quando você convida uma pessoa para abrir uma conta amarelinha, passa a receber comissões toda vez que ela usar o cartão. A alt.bank, no entanto, não deixa muito claro qual é a porcentagem e recorrência destas bonificações. Ainda segundo a empresa, o aporte recebido pela Union Square Ventures servirá para a expansão de serviços, resultando na criação dos primeiros produtos de crédito e expansão das operações no Brasil.

Via Tech Crunch