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Uma coalizão internacional unindo grupos voltados aos direitos das crianças, grupos em defesa dos consumidores, cientistas e pesquisadores enviou uma carta a Mark Zuckerberg contrária à criação do Instagram For Kids. Essas entidades sem fins lucrativos alertam que uma versão infantil da rede social de compartilhamento de fotos não diminuirá os problemas com a exposição corporal de crianças.

Coalização diz que app pode atrair mais crianças

A coalizão vai além, ao apontar que essa alternativa exclusiva para menores de 13 anos pode até mesmo atrair mais crianças, e ainda mais novas, para uma rotina de manipulação e exploração da plataforma. A carta, sob a liderança da americana Campanha por uma Infância Livre de Comerciais (CCFC), dentre suas inúmeras argumentações documentadas, lembra que o Instagram foi considerado a rede social mais nociva para a saúde mental das pessoas. O estudo realizado há pouco tempo pela Royal Society for Public Health mostrou a plataforma como a que mais influencia em sentimentos como ansiedade e solidão, seguida pelas mídias Snapchat e Facebook.

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Nesse sentido, os grupos dos direitos das crianças afirmam que está bem claro o quanto é valioso para o Facebook realizar a coleta de dados pessoais e a criação de uma nova geração de usuários do Instagram. Entretanto, surge uma possibilidade clara de haver maior uso da rede por pessoas em idade ainda mais vulnerável aos problemas das mídias sociais.

Em um dos trechos, a carta expõe que o Instagram “explora o medo dos jovens da rejeição e o desejo deles pela aprovação de colegas, pressionando crianças e adolescentes a ficarem verificando constantemente seus dispositivos e compartilhando fotos com seus seguidores. O foco implacável da plataforma na aparência, auto-representação e marca apresenta desafios para a privacidade e o bem-estar dos adolescentes”.

Com links para os documentos relacionados, a CCFC relata que, além de inúmeros outros índices, o aumento do tempo no Instagram está associado a um aumento do risco de transtornos alimentares para os usuários, o cyberbullying é galopante no aplicativo e que relatórios policiais no Reino Unido documentaram mais casos de aliciamento sexual no Instagram do que em qualquer outra plataforma.

A coalizão também cita o relatório publicado em fevereiro pela National Council for Missing and Exploited Children (NCMEC) sobre as mais de 20 milhões de imagens postadas no Facebook e no Instagram contendo abuso sexual infantil. Os grupos dos direitos das crianças lembram que o Instagram tem enfrentado críticas por não conseguir responder a denúncias de exploração em tempo hábil.

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Há uma quantidade bem robusta de estudos linkados pela carta liderada pela CCFC. Além dos grupos sem fins lucrativos, o documento também é assinado por dezenas de cientistas, doutores e pesquisadores de forma individual.

O que diz o Facebook

Stephanie Otway, porta-voz do Facebook, disse que o Instagram está nos estágios iniciais de desenvolvimento de um serviço para crianças, como parte de um esforço para manter os menores de 13 anos fora de sua plataforma principal. Segundo Otway, as crianças “querem se conectar com sua família e amigos, se divertir e aprender”. Por esse motivo, o Facebook quer “ajudá-las a fazer isso de uma forma segura e adequada à idade”.

Imagem: Cesar Augusto Ramirez Vallejo/Pixabay/CC