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Você com certeza já deve ter ouvido falar em seguro de celular. Se não ouviu do vendedor quando foi comprar o seu modelo, provavelmente já recebeu algum anúncio na internet (isso se é que já não procurou por um). E sim, eles existem e podem ser uma forma de ter garantias em caso de danos ou roubo do produto. Contudo, na hora de escolher qual seguro de celular contratar, é preciso analisar alguns pontos para saber qual é ideal para você e seu bolso.

Primeiros passos

Para quem está por fora do assunto, talvez a primeira pergunta que venha à cabeça é: mas para que fazer um seguro de celular? E para respondê-la, será necessário elaborar um panorama sobre o tema, a começar pelo preço dos produtos. Ano passado, a Apple anunciou sua linha de celulares iPhone 12, os mais caros até agora. Seu modelo básico está custando por volta de R$ 5800, enquanto a versão Pro chega a R$ 7900. Esses preços são próximos aos modelos da linha Samsung Galaxy S21.

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Existem versões ainda superiores de celulares que chegam a custar o valor de um carro usado ou de uma moto nova. Isso faz seu valor equiparável a um bem. E a perda desses aparelhos é difícil de repor, afinal não são nada baratos. Agora, some a esse ponto outro muito comum, principalmente nas grandes cidades: a violência.

Estatísticas de roubos de celulares

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), só no ano de 2020 foram registrados 127.513 boletins de ocorrência por roubo. Desses, 24,7% são de celulares, o que representa um total de 30.603 aparelhos roubados no ano passado. Isso dá uma média de 83 smartphones roubados por dia.

Rafael Sales, desenvolvedor, 30, comenta que a violência em São Paulo foi o motivo que o levou a contratar o seguro. “No passado, tive um celular furtado, mas não tinha seguro” relatou em entrevista, complementando que a facilidade de ter um plano de seguro do próprio site em que comprou o novo aparelho (Submarino) foi o segundo fator que o levou a assinar o serviço.

Se esses argumentos servem para te fazer refletir sobre a possibilidade de contratar um seguro para seu celular, então é preciso saber algumas coisas sobre os planos antes de sair correndo atrás de um para chamar de seu.

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O que o plano cobre?

Um dos primeiros pontos para se saber ao pensar em um seguro para celular é a cobertura que ele oferece. Nos seguros de veículos, casas e outros bens, é oferecido cobertura para danos que podem ocorrer como acidentes, incêndio e outros. Como o seguro para celular não deve diferir disso, ao escolher o seu, verifique se o plano oferece cobertura não só para roubos, mas também para danos físicos, elétricos ou por água. Mas, essa grande cobertura para acidentes e danos não indica um plano completo. O ponto principal que leva pessoas a buscarem um seguro para seu celular é conturbado. Isso porque existe diferença entre roubo e furto.

Fernanda Vessoni, 25, é designer e contratou o serviço da Porto Seguro para seu iPhone X. Em entrevista, ela afirmou que a cobertura a danos físicos, por eletricidade ou água é muito interessante, já que “o conserto [nesses casos] pode sair caríssimo”. Contudo, apontou que a cobertura não é total, já que não se aplica a perdas e “apenas cobre roubo. Não cobre furto, o que é muito comum em São Paulo”.

Diferença entre furto qualificado e simples

Como apontado por Fernanda, os seguros se valem de uma diferença jurídica entre roubo, furto qualificado e furto simples na hora de elaborar os planos e nem todos dão suporte para os casos de furto qualificado ou simples. Mas qual a diferença?

Roubo é quando a vítima está ciente do acontecido porque existe abordagem visível da parte do criminoso, com ou sem violência. Já o furto acontece sem que a pessoa esteja consciente disso, sendo o furto qualificado aquele que deixa danos que podem comprovar o ato criminoso e o furto simples aquele que não deixa pistas e é difícil de provar. Por exemplo: se você costuma guardar o celular no armário da empresa e notou que o armário foi arrombado e seu celular não estava mais lá, então é qualificado; agora, se você estava com o dispositivo à mostra no bolso e o ladrão passou a mão e você só percebeu quando precisou usar o aparelho, então é furto simples.

Estar ciente dessa diferença é importante. Se você mora em uma região cujos índices de furtos são grandes e você se sente em risco, é mais interessante procurar um plano que te ofereça cobertura para esses casos.

Taxas e prazos

Outros aspectos para se ficar de olho na hora de contratar um seguro para seu celular são: prazo de carência e taxa de franquia. Se você não conhece esses termos, saiba que são importantes para sua decisão. A começar pelo prazo de carência, ele significa um período no qual o usuário não pode acionar o seguro para danos ou roubos que aconteçam com seu aparelho. Algo como um prazo de teste com duração variável. Alguns planos não possuem prazo de carência, então se o usuário precisar acionar o seguro no dia seguinte em que pagou por ele é possível, em outros casos, terá que esperar esse prazo expirar.

Já a taxa de franquia significa um valor a ser pago para poder acionar o seguro. Isso significa que, quando o usuário tiver seu aparelho roubado ou danificado por algum acidente coberto pelo plano, precisará pagar uma taxa para ter o aparelho consertado ou reposto. Nem todo plano cobra esse valor, contudo quando ele é cobrado, costuma ficar em torno de 20% do valor do produto ou reparo. Ou seja, se você contratou o seguro para seu Samsung Galaxy S20 que você comprou por R$ 3600, terá que pagar aproximadamente R$720 para reaver o bem no seguro ou um montante equivalente ao preço do reparo para consertá-lo. Isso mesmo pagando a mensalidade do seguro.

Opção de seguro para celular

Após saber tudo isso, é hora de buscar o plano de seguro para seu celular e ver qual atende as suas necessidades e cabe no seu bolso. Os valores vão variar de acordo com o seu aparelho e, em alguns casos, com dados burocráticos sobre seu perfil. Para te ajudar a entender um pouco os valores e possibilidades, fiz a cotação com um iPhone X 64 GB que custa R$ 3699.

Existe um número extenso de seguradoras para celular. Elas vão desde pequenas empresas especializadas no ramo (CiClic, Pier e outras), até planos das operadoras de celular (Vivo, Tim, Oi, etc.), da própria marca (como o Samsung Care Plus) e dos sites em que se compra o aparelho (exemplo: Americanas, Submarino e outras) e seguradoras grandes, como Mapfre e Porto Seguro.

Com o celular usado para teste, os valores mais baixos foram das operadoras de telefonia e das pequenas empresas, ficando em torno de R$ 70. Já nas grandes, o valor chega a R$ 142. Algumas têm prazo de carência de 30 dias e não cobram taxa de franquia. Dentre as grandes seguradoras, o processo é mais burocrático e requer informações sobre endereço, gênero e situação financeira para que possa ser liberado. Já as demais são mais simples para a contratação.

Imagem: Picjumbo.com (Pexels)