Vida Celular

Tudo sobre os melhores celulares

Nós do Vida Celular e nossos parceiros utilizamos cookies, localStorage e outras tecnologias semelhantes para personalizar conteúdo, anúncios, recursos de mídia social, análise de tráfego e melhorar sua experiência neste site, de acordo com nossos Termos de Uso e Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

O fundador da rede social de extrema-direita Gab, Andrew Torba, disse que sua plataforma foi hackeada e fez ataques pesados às pessoas que ele alega estarem envolvidas no ocorrido. Em suas palavras (claramente descontroladas), essas pessoas seriam “demônios com doenças mentais”. Além disso, Torba se vitimizou e disse que não somente sua conta pessoal foi atingida, como a de Donald Trump também foi comprometida.

As ofensas feitas pelo rapaz estão direcionadas para o site de denúncias DDoSecrets, que afirma possuir 70 GB de dados hackeados do Gab. Entre mais de 40 milhões de informações como senhas e postagens privadas, o DDoSecrets informou que vai compartilhar seletivamente o material com jornalistas, cientistas sociais e pesquisadores. Por causa do teor sensível e da grande quantidade de informações privadas existentes, o conteúdo não será divulgado publicamente. A conta do site foi suspensa no Twitter.

publicidade

Emma Best é jornalista e uma das pessoas responsáveis pelo DDoSecrets. Em algumas de suas postagens no Twitter, Best alegou ser o alvo dos ataques de Torbe e informou um link do Telegram onde é possível acessar e acompanhar informações sobre os dados obtidos no que chama de GabLeaks. Emma Best também reforça que o DDoSecrets não assume responsabilidade pelo fato da rede social Gab ter sido hackeada.

Aumento de usuários do Gab após o ataque ao Capitólio

O Gab ganhou uma leva de novos usuários nas últimas semanas, após o atentado cometido pelos trumpistas contra o Capitólio, em 6 de janeiro, e os problemas que o Parler vem enfrentando desde então. Esta outra rede social também virou refúgio para extremistas e discursos de ódio e foi suspensa dos servidores da Amazon, da Apple e do Google por, de acordo com as empresas, hospedar ameaças de mais violência. Entretanto, voltou ao ar recentemente, hospedada na Epik, um lar para sites de extrema-direita banidos de plataformas mainstream que também abriga o próprio Gab.

Sobre a conta de Donald Trump que, segundo Torba, também foi comprometida com o hackeamento do Gab, é importante registrar que o ex-presidente dos Estados Unidos não criou uma conta na plataforma realmente. Na realidade, o próprio fundador da rede social criou um perfil oficial para o republicano, que perdeu as últimas eleições para o democrata Joe Biden. Trump nunca usou a conta, mas para os interesses do dono do Gab, e como é de costume nesse meio da extrema-direita, esse tipo de informação não é dado pela rede de forma clara.

Praticamente todo o conteúdo do Gab foi hackeado

De qualquer forma, conforme alegado por Emma Best, os mais de 70 GB de informações hackeadas contêm praticamente tudo que existe no Gab. Entre dados pessoais e postagens, há material para uma análise quase completa dos usuários. O que pode ter grande importância para pesquisas sobre milícias, neonazistas e até mesmo o QAnon e o que aconteceu no dia 6 de janeiro, no Capitólio.

Foram hackeadas informações de mais de 15 mil usuários do Gab com mais de 40 milhões de postagens do site. Andrew Torba diz que sua plataforma está tomando as medidas necessárias de segurança após o ocorrido. Já o blog do app fez uma publicação na sexta-feira, 26 de fevereiro, dois dias antes da postagem furiosa contra os hackers “demônios” no perfil oficial da rede no Twitter. Na publicação do blog, há posicionamento do Gab sobre a questão das senhas, sobre o suposto ataque hacker e ataques aos jornalistas que foram atrás de informações sobre esse ocorrido.

Via Business Insider e The Verge

Imagem: Anete Lusina / Pexels / CC