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Após o golpe de estado que destituiu Aung San Suu Kyi do governo, o Facebook e o Instagram decidiram banir, indefinidamente, as contas oficiais de militares e do exército do Myanmar.

Por meio de um post no blog, Rafael Frankel, diretor de políticas do Facebook para países emergentes da Ásia-Pacífico, explicou que a violência e os eventos que têm ocorrido no país desde o golpe de 01/02 precipitaram a necessidade dessa proibição e que manter os Tatmadaw, como são conhecidos os militares, nas redes sociais seria um grande risco.

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Até mesmo os anúncios de entidades comerciais ligadas aos militares estão banidos das duas plataformas, com base num relatório sobre o país, feito pela Missão de Investigação da ONU de 2019 sobre os interesses econômicos do exército.

Decisão embasada

Frankel afirma que a decisão de banir o exército do Myanmar do Facebook e do Instagram foi baseada em quatro pontos importantes:

  1. A história de abusos, desrespeito aos direitos humanos e violência do Tatmadaw.
  2. A violação constante das políticas de conteúdo e comportamento das duas redes sociais.
  3. Violações contínuas por parte das contas dos militares, incitando violência e danos.
  4. “O golpe aumenta muito o perigo representado pelos comportamentos acima e a probabilidade de que ameaças online possam causar danos offline”, nas palavras de Frankel.
Histórico de ações

O Facebook está no Myanmar desde 2010, quando o governo militar anterior afrouxou as regras de entrada de empresas estrangeiras no país. Com 50 milhões de habitantes, a rede social ajudou a acelerar o uso da internet e é considerada, por muitos, a própria internet.

Com 27 milhões de usuários, o Facebook já baniu 20 pessoas e organizações em 2018 por violações aos direitos humanos, além de derrubar seis redes de comportamento inautêntico administrada por militares.

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A página oficial do Tatmadaw True News e do canal de TV do governo também foram tirados do ar por incitarem a violência, além de reduzir a distribuição de conteúdo de 23 páginas de perfis controlados ou operados pelo exército.

O Facebook divulgou que está tratando a situação do país como uma emergência.

Via Facebook e Engadget

Imagem: JP Desvigne (Unsplash)