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Você já pensou em criar um aplicativo para sua empresa, mas não faz ideia de qual seria o custo disso? Mesmo que o valor seja salgado, o investimento pode compensar. Dê uma olhada no seu smartphone: quantos aplicativos você possui? Provavelmente, mais de dez, isso chutando por baixo. Isso mostra que, nos dias de hoje, é crescente o número de apps para quase tudo o que você precisa: de pedir comida a arrumar um namorado (a).

De acordo com um estudo da AppsFlyer, o Brasil, somente nos dois últimos anos, cresceu em 55% o número de instalações de aplicativos. Esse mercado é bem promissor, e de acordo com a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, foram contabilizados 230 milhões de celulares conectados no Brasil em 2019 — o que significa mais de um smartphone ativo por habitante.

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Some-se a isso, a terrível pandemia da Covid-19, que fez com que grande parte das empresas passasse a enxergar a tecnologia como forma de se aproximar ainda mais do seu cliente. Portanto, reinventar-se, e, quem sabe, apostar num aplicativo, passou a se tornar uma necessidade. Portanto, muitos não têm ideia de como isso funciona, muito menos qual seria o custo de montar um aplicativo.

Grupo de jovens se divertem com apps

Imagem: Master 1305 (FreePik)

Cada vez mais, apps tomam conta dos smartphones: mas você sabe o custo e o processo de como fazer um aplicativo?

Para ajudar você na missão de como criar um aplicativo e qual o custo disso, separamos algumas dicas essenciais:

Você realmente precisa de um aplicativo?

Esta, com certeza é uma pergunta que você pode não saber responder. Segundo Rafael Tavares, sócio-diretor da Usabit Produtos Digitais, muitos clientes acreditam que podem se aproximar do usuário criando um aplicativo. “Já tive casos de clientes que tinham uma ideia fixa na cabeça, que achavam que tinham que fazer um app. Foi aí que perguntei: será que você precisa mesmo de um aplicativo? Sabe o custo disso? Ou seu problema poderia ser resolvido com um site funcional? O usuário não precisa de mais um aplicativo burro, como o de uma corretora de imóveis que somente mostra seus imóveis, por exemplo”, opina.

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Qual o custo de um aplicativo?

O preço de um aplicativo é muito variável. Segundo Filipe Gevaerd, CEO da Gebit, empresa de desenvolvimento de softwares e aplicativos customizados, um aplicativo simples pode ter um custo de R$20 mil a R$60 mil. Já um mais complexo, com alguma integração ou que utilize outros apps, pode passar facilmente de R$300 mil. “Qual o objetivo do projeto? Será um aplicativo web, nativo e híbrido? Como o projeto será monetizado e distribuído? Cada decisão dessas impacta não só no custo e prazo de desenvolvimento, como muitas vezes na complexidade de distribuição, atualização e, depois, em custos fixos mensais”, explica Gevaerd. Já Rafael Tavares prefere dizer que o custo de um aplicativo é extremamente variável. “Com certeza, por menos de R$20 mil não se faz um aplicativo. Imagine a construção de um prédio: se ele tiver um andar, somente, será um valor; já se tiver 35 andares, será outro. São muitas variáveis, já começando que, na maior parte das vezes, o aplicativo deve ser feito para rodar em três sistemas: Android, iPhone e o próprio sistema administrador”, explica. 

Como é o processo de criação do aplicativo?

Todo processo de criação do aplicativo passa pela fase inicial de desenhar um rascunho do projeto. Ou seja, as telas do aplicativo serão desenhadas, com todas as funcionalidades que serão oferecidas ao usuário. A primeira etapa do projeto de criação de um app, antes mesmo de chegar ao seu custo e desenvolvimento, se dá de forma avulsa. Isso quer dizer que a empresa que vai desenvolver o app passa por uma avaliação bem detalhada. Depois, entra em ação o designer, responsável pelo layout, e os desenvolvedores, que criam todo o sistema. “Normalmente, trabalho com um designer e dois desenvolvedores, um especialista em Android e outro em iOs. Dependendo, coloco até um desenvolvedor a mais para fazer o sistema do administrador”, diz Rafael, acrescentando que só após ter aprovação do cliente o aplicativo passa para a fase de testes. “O protótipo é uma simulação, apenas navegável, porém muito utilizado e que pode também servir para projetos que necessitam captar investidores antes de executá-lo”,observa Filipe.

Quanto tempo dura a criação de um app?

O tempo médio para o desenvolvimento de um app depende da complexidade das soluções, mas, em média, calcula-se algo em torno de seis meses. “É necessário ter tempo para criar o protótipo, validar com o cliente, o usuário, além dos testes e publicação nas lojas. E saber se o app vai ter, por exemplo, funcionalidades de Inteligência Artificial, o que encarece o custo e aumenta o prazo. Somente depois disso tudo ter sido feito, entra a manutenção”, diz Rafael, enquanto Filipe alerta para algo bastante comum, que pode alterar o custo de todo o projeto: “Toda vez que o cliente muda algo, o custo e o tempo de desenvolvimento podem aumentar e, consequentemente, o preço e o prazo de entrega também”, alerta Gevaerd.

E, para não cair em ciladas, faça isso:
  • Em caso de o seu app estourar o tempo de horas/ meses contratados, pergunte quanto custa!
  • A empresa oferece garantia? Se sim, por quanto tempo?
  • Calcule todos os custos envolvidos no projeto, como infraestrutura com servidores na nuvem, custos com gateways de pagamento e de renovação anual na App Store (o Google cobra somente uma vez).
  • O código-fonte do sistema é seu? Ou terá que pagar mensalidade para quem desenvolveu?
  • Fique atento aos serviços de push notifications de envio de sms, pois eles podem ter custos variáveis de acordo com o uso e o serviço contratado.
  • Escolha uma empresa desenvolvedora com experiência no que precisa. Analise a carteira de clientes dela, bem como o que os clientes falam a respeito da empresa.

Imagem: Master 1305/ FreePik