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A guerra entre Google e a Austrália ganhou mais um capítulo e, dessa vez, a Microsoft está envolvida. A empresa de Bill Gates propôs substituir a gigante das buscas caso ela realmente deixe o mercado no país, como chegou a ameaçar. A iniciativa não foi bem recebida pelo Google, que contra-atacou.

O chefe jurídico do Google, Kent Walker, acusou na quinta-feira (11/02) a Microsoft de manobrar para aumentar sua participação no mercado. Basicamente uma nova lei do governo australiano propõe que empresas desse tipo financiem veículos de imprensa para poder operar no país.

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O Google anunciou que caso essa lei entrasse em vigor, a empresa sairia do país. Após o episódio, a Microsoft sugeriu que o Bing poderia substituir os serviços de busca da companhia no local.

“A opinião da Microsoft sobre a proposta de lei da Austrália não é surpreendente – é claro que eles estariam ansiosos para impor um imposto impraticável sobre um rival e aumentar sua participação no mercado. Mas em sua ânsia, a Microsoft faz várias Walker. “A questão não é se as empresas pagam para apoiar conteúdo de qualidade; a questão é como. A lei exigiria injustamente pagamentos desconhecidos para simplesmente mostrar links para empresas de notícias, enquanto fornece, a alguns favorecidos, visualizações especiais de pesquisa classificação.”, completou ainda.

Posição da Microsoft

Assim como ocorre no Brasil, o Bing está disponível na Austrália, mas quase ninguém usa. No país, o buscador da Microsoft ocupa 3,62% do mercado de sites de buscas, que é liderado pelo Google, com 93% de uso, segundo o ministro das comunicações, Paul Fletcher.

Fletcher contou para a imprensa que o governo australiano foi procurado pela Microsoft, que demonstrou seu interesse em crescer no continente. A novidade foi confirmada pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison: “posso dizer que a Microsoft está muito confiante”, disse ele a repórteres, citando a conversa que ocorreu entre ele e o CEO da Microsoft, Satya Nadella. Foi essa manobra que o Google criticou.

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Apesar da guerra com o governo (e agora com a Microsoft), o Google recuou em sua ideia de deixar a Austrália e anunciou o News Showcase por lá. Trata-se de um programa de licenciamento que paga empresas jornalísticas para fornecerem conteúdos aos veículos de notícias do Google. Que, por seu turno, remove o paywall, deixando-os disponíveis para qualquer usuário, pagando um valor à empresa.

“Lançamos uma versão inicial do produto, em parceria com líderes regionais e independentes para beneficiar usuários e editores na Austrália”, foi o anúncio oficial. Os editores participantes do News Showcase recebem uma taxa mensal para a curadoria de seus artigos e, em alguns casos até permitem acesso a conteúdos pagos, estimulando os leitores a se tornarem assinantes. O programa já havia sido lançado em outros países como Brasil e Alemanha.

Via Business Insider

Imagem: Ethan Brook/Pexels/CC