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Trabalhadores da Amazon denunciam que a empresa estaria deixando mensagens anti-sindicatos na porta dos banheiros de seus depósitos em Bessmer, no condado de Jefferson, Alabama. As mensagens pressionam os funcionários, perguntando “para aonde irão suas contas?”.

A ameaça aparece a menos de uma semana da votação para a fundação de um sindicato de funcionários da Amazon, no dia 8 deste mês. Na próxima segunda-feira, o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas enviará cédulas de votação aos 5805 trabalhadores da empresa para a decisão de criar ou não uma união trabalhista.

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Além das mensagens anti-sindicatos, a Amazon tentou outras medidas para coibir a organização de seus funcionários. A empresa tentou manipular o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas para que a votação fosse presencial. O pedido foi negado pela organização.

Alguns colaboradores alegaram que as mensagens anti-sindicatos os faziam sentir assediados justamente na pausa para o banheiro – algo que por si só já é controlado no expediente dos depósitos. Os funcionários têm pouco tempo para suas necessidades e precisam caminhar longas distâncias até chegar lá. Aqueles que reclamam com a diretoria têm as credenciais fotografadas, como forma de ameaça.

Segundo o presidente do Sindicato do Varejo, Atacado e Loja de Departamentos (RWDSU), Stuart Applebaum, a Amazon cresceu em cima da “desumanização de seus funcionários”. Ele afirma ainda que a criação de uma união trabalhista às vésperas da saída de Jeff Bezos seria uma correção na história da empresa, que só cresceu porque seu modelo de negócio se alimentava em subsídios públicos e baixas tarifas de impostos.

A Amazon parece acreditar que os funcionários não precisam da RWDSU (algo estranho para quem coloca mensagens anti-sindicatos no banheiro). Já que oferece um salário de US$ 15,35 por hora – mais que o dobro do salário mínimo nacional dos Estados Unidos, de US$ 7,35 por hora. Segundo a representante da empresa, Heather Knox, o pagamento, junto à planos de saúde e de aposentadoria, é muito mais do que a média dos trabalhos é capaz de oferecer.

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Trabalhadores de big tech, uni-vos (?)

Se a iniciativa der certo, o primeiro sindicato da Amazon servirá de exemplo para que outros dos 400 mil funcionários da empresa se organizem em reivindicações. Além disso, a união da categoria pode dar o exemplo a outros funcionários, continuando o precedente aberto pelo Sindicato do Google (ou melhor, da Alphabet), o AWU.

O foco das ações do AWU são de questionar as decisões da Alphabet e cobrar responsabilidade do grupo empresarial. O sindicato atuou recentemente em defesa de uma colega suspensa após vazar dados de discriminação e acusou o YouTube de fomentar o fascismo.

Via Washington Post

Imagem de destaque: Frederic Legrande (Shuterstock)