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O recém-formado sindicato dos trabalhadores do Google (na verdade da empresa-mãe do Google, a Alphabet), tomou uma de suas primeiras iniciativas: acusar sua empresa de colaborar com o fascismo. O Alphabet Workers Union (AWU) criticou a resposta da empresa a Donald Trump. Na qunita-feira (07/01), publicaram uma carta aberta na qual declaram como obscura a postura do Google de não remover a conta do ex-presidente do Youtube após o ataque ocorrido no Capitólio.

Na última quarta-feira (06/01), o mundo assistiu ao assalto pelo qual a sede do poder legislativo dos EUA foi tomada. Um grupo de extremistas de direita atacou o prédio em que estava sendo formalizada a vitória de Joe Biden. Quatro pessoas morreram na ação. Donald Trump apoiou os grupos violentos com postagens nas redes sociais, inclusive um vídeo encorajando o movimento que foi ao ar no Twitter, Facebook e YouTube. Mesmo quando aparentemente voltou atrás e disse para os invasores voltarem para casa, o chamando seus fãs de pessoas “muito especiais” e dizendo que entendia “sua dor”.

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Como resposta às postagens do magnata que criticava falsamente a eleição americana, incitava à violência e, indiretamente, promovia um golpe de Estado, Twitter e Facebook suspenderam a conta de Trump. Enquanto a rede de vídeos do Google apenas excluiu o conteúdo alegando que continha informações falsas sobre as eleições. Descontente com a ação da empresa, o sindicato publicou sua carta manifestando sua posição e apontando a retirada do conteúdo como obscura, já que não foi citado que a publicação feria também as regras do Youtube que proíbem incitação à violência.

Carta contra o fascismo

Segundo o sindicato do Google, o ataque ao Capitólio dos EUA foi uma tragédia anunciada e resultado do fomento ao fascismo permitido pelas redes sociais, principalmente o YT.  Em sua carta aberta, a AWU comentou sobre a organização dos grupos em apoio a Trump:

Sabemos que as redes sociais endossaram o crescente movimento fascista nos Estados Unidos e, particularmente, somos conscientes de que o YouTube, um produto da Alphabet, teve papel central no crescimento dessa ameaça que recebeu uma resposta insuficiente dos executivos do YouTube

Os trabalhadores também apontam no texto que, ao longo do tempo, avisaram aos responsáveis pela empresa do perigo que estava sendo criado na rede de vídeos. Eles alegam que os avisos foram ignorados ou receberam concessões e isso resultou em suicídios, assassinatos em massa, violência pelo mundo e no ataque ao Capitólio como tentativa de golpe.

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Contatado pelo canal americano de notícias CNBC, a empresa não apresentou uma posição ou resposta às alegações do sindicato do Google de a empresa estar ajudando o fascismo. Existe a possibilidade de que o silêncio permaneça, já que o AWU foi formado na segunda-feira (04/01) e conta com 400 membros, o que o impede de ser registrado no órgão competente e de ser reconhecido pela empresa.

Via Outline

Imagem: 400tmax/iStock