AplicativosDicasComo usar o Google Fit para melhorar a saúde

Juliana Crem1 mês atrás5 min

A consciência corporal e com a saúde se tornaram pauta principal depois da pandemia de Covid-19. Nunca se falou tanto sobre a importância do autocuidado. Na luta contra o sedentarismo, além de força de vontade, é possível tirar proveito do Google Fit.

O personal trainer Gustavo Gualda, da capital paulista, lembra que o aplicativo traz informações muito importantes, coletadas no dia a dia e que, normalmente, as pessoas não teriam sem o Google Fit, como quantidade e qualidade das horas dormidas, quantidade de passos diários, frequência cardíaca, pressão arterial e outros.

O Google Fit permite a integração do celular e do smartwatch para poder monitorar esses dados. “O ideal é que as pessoas tirem proveito dessas informações ao fazer um comparativo e um automonitoramento. Às vezes, a pessoa acha que está fazendo uma boa quantidade de exercícios diários e quando vai avaliar no app, vê que poderia e deveria estar fazendo muito mais”, destaca Gustavo.

Sem academia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de, ao menos, 150 minutos de atividade física de intensidade moderada a intensa por semana. Por meio de diversos estudos, essa indicação se mostra capaz de reduzir riscos de desenvolver doenças cardíacas e metabólicas, como a diabetes.

Parece muito, mas isso representa cerca de 21 minutos de atividade física diária e, segundo dados do Google, é por meio dessa métrica que o Google Fit se baseou para criar os Pontos Cardio e, assim, ajudar a monitorar a saúde. Ao fazer um minuto de exercício moderado, como caminhar rapidamente, ganha um ponto de cardio – ou dois, se o exercício for intenso, como corrida.

Mesmo quem está sem poder frequentar uma academia, pode pontuar por meio de atividades que podem ser feitas dentro de casa – dançar, caminhar, fazer ioga, jardinagem, meditação, subir escada e muito mais!

Para muitas pessoas, essa gamificação do exercício pode ser motivadora, assim como o fato de poder compartilhar o andamento do treino diário com amigos, familiares e profissionais (nutricionista, personal trainer, médicos etc.).

Ajuda profissional

“O importante é que, através dessa pequena anamnese que o aplicativo faz, a pessoa tenha consciência do que precisa melhorar na sua vida e, com base nisso, buscar a orientação de um profissional para que ele possa prescrever o melhor treino, dieta etc.”, diz Gustavo.

O personal trainer lembra que muitas vezes, por conta da correria do dia a dia, as pessoas acabam não prestando atenção em coisas simples como manter a boa hidratação, a qualidade do sono e até a manutenção do peso e da pressão arterial.

O fato de o Google Fit oferecer esses dados com poucos toques no smartphone ajuda a entender por onde é preciso começar a mudança para ter uma saúde melhor: descansar mais, comer melhor, se movimentar.

Foto BartekSzewczyk / iStock Photos