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O fundador do Telegram, Pavel Durov, publicou um texto no seu canal no aplicativo de mensagens que acusa o duopólio da Apple e do Google de facilitar a invasão de smartphones. De acordo com o executivo, as empresas deixariam brechas propositais no Android e iOS que contribuem para o aumento de spywares em smartphones.

A afirmação do fundador do Telegram toma como base as acusações feitas por Edward Snowden, em 2013, de que tanto a Apple quanto o Google fazem parte de um programa de vigilância global da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) que implica que estas empresas devem, entre outras coisas, “implementar backdoors em seus sistemas operacionais móveis. Essas portas, geralmente são disfarçadas de bugs de segurança, possibilitam que agências dos EUA acessem informações em qualquer smartphone do mundo”.

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De acordo com Durov, empresas de inteligência privadas como a NSO Group têm conhecimento destas brechas e se aproveitam disto para a implementação de spywares provados, como é o caso do Pegasus – aplicativo utilizado pelo governo de Israel para espionar adversários políticos, líderes religiosos, jornalistas e até outros governantes ao redor do mundo.

O fundador do Telegram ainda acrescenta que tem conhecimento que um dos seus números é monitorado pela empresa israelense desde 2018. Ele encerra a mensagem pedindo aos governantes para endurecerem a cobrança da comunidade internacional perante o monopólio destas empresas.

“A existência de backdoors em infraestruturas e softwares cruciais cria um enorme desafio para a humanidade. É por isso que venho pedindo aos governos do mundo que comecem a agir contra o duopólio Apple-Google no mercado de smartphones e os obriguem a abrir seus ecossistemas fechados e permitir mais competição. Até agora, embora a atual monopolização do mercado aumente os custos e viole a privacidade e a liberdade de expressão de bilhões, as autoridades governamentais têm demorado muito para agir. Espero que a notícia de que eles próprios foram alvos dessas ferramentas de vigilância levem os políticos a mudar de ideia”.

Entenda o caso

Na última semana, um grupo de jornalistas de diversos veículos internacionais revelou que o governo de Israel utiliza um spyware chamado Pegasus para investigar opositores políticos. De acordo com investigações dos grupos de mídia, o aplicativo é desenvolvido pela empresa NSO Group que fornece serviços de inteligência para o rastreamento de usuários.

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A invasão do Pegasus acontece em duas etapas, aproveitando as brechas de atualizações de aplicativos mensageiros como o WhatsApp e o Telegram para que, em seguida, contar com a parte de engenharia social da NSO que oferece equipes para o monitoramento em tempo real dos usuários. De acordo com a empresa, o Pegasus é capaz de copiar todas as informações do aparelho infectado, além de acionar recursos de geolocalização, gravação de voz e vídeo a qualquer momento.

Via GizChina

Imagem: WikiCommons/TechCrunch