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O CEO da Microsoft, Satya Nadella, reclamou da forma como Apple e Google gerenciam suas lojas de apps e sugeriu que as duas corporações prestam um desserviço aos desenvolvedores. Ao podcast “Decoder”, do site The Verge, na última sexta-feira (25/06), o executivo disse haver diferenças fundamentais entre o modelo de negócios da Microsoft e a dos concorrentes, afirmando que as regras estabelecidas pelas últimas quanto à comercialização de apps podem ser “desagregadas”.

“O que aconteceu é que os outros dois ecossistemas [Apple e Google] em escala, por seu próprio conjunto de razões internamente consistentes, associaram a plataforma e a camada de agregação com um único conjunto de regras”, argumentou Nadella. “[Mas] elas podem ser desagregadas.”

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Para atrair os desenvolvedores para o Windows 11, a nova versão da sua tradicional plataforma, a Microsoft promete, diferentemente de Apple e Google, isentar desenvolvedores de apps de taxas por distribuição. Atualmente, as donas dos sistemas operacionais iOS e Android cobram até 30% da receita de pagamentos realizados, respectivamente, via App Store e PlayStore.

Além disso, a Microsoft acena permitir, de forma explícita, que qualquer empresa instale lojas de aplicativos no interior de seu sistema. De acordo com Nadella, agora que o Windows 11 consegue operar apps do Android nativamente, mesmo o Google, caso esteja interessado, poderá fazê-lo. O próprio diretor de produtos do Windows, Panos Panay, disse estar aberto ao Steam e à Epic Games, como parte da loja de apps da Microsoft.

“Teremos uma loja e teremos nossos próprios padrões”, disse Nadella. “Faremos a curadoria de coisas. Mas se outra pessoa quiser entrar e criar valor na nossa plataforma e usá-la como infraestrutura de base, em nível de sistema operacional, que assim seja.”

Flexibilidade como “diferencial competitivo”, diz executivo

Embora negue um apelo à virtude na sua fala sobre as pretensões da Microsoft, Nadella insiste que a flexibilidade vai operar um “diferencial competitivo” no Windows 11. “A loja poderá ser utilizada em diferentes níveis por diferentes criadores”, clama o executivo.

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Vale observar, no entanto, que o novo discurso não coincide com as ações da Microsoft em um passado recente, não se diferindo muito do que a Apple faz com sua política de apps. Quatro anos atrás, por exemplo, a versão 10 S do Windows aceitava apenas o Edge como navegador-padrão. Já no ano passado, uma atualização do sistema operacional forçou a instalação da nova versão do navegador, além de impossibilitar a remoção do app através do Painel de Controle.

Via The Verge

Imagem: HJBC/iStock