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Especialistas acadêmicos e representantes de ONGs do setor de tecnologia criticaram o desempenho do Coronavírus-SUS, o app do governo utilizado no mapeamento e rastreamento de casos da Covid-19 no Brasil. As críticas fizeram parte de um debate em audiência virtual da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, onde o assunto foi discutido com representantes dos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Os professores Mozart Salles, do Instituto de Medicina Integral, e César Olavo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, apontaram que o baixo volume de testes e burocracias digitais atrapalham a eficácia de rastreamento do vírus. “Sem testagem, não existe contact tracing (rastreamento de contatos) e não existe possibilidade de controlar [a pandemia],” afirma Salles.

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Outras críticas ao app de rastreamento da Covid-19 vieram do médico e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Bozza. Integrante da ONG Dados do Bem, o especialista defendeu ações do terceiro setor junto a universidades e desenvolvedores para atender áreas onde o governo não consegue prestar os serviços por conta.

Bozza relata como a ONG conseguiu efetuar, junto a outras instituições locais, ações bem-sucedidas de isolamento em favelas cariocas, baseadas em comunicação, telemedicina e vigilância. “A assistência social vai até a casa da pessoa, identifica as necessidades e nós criamos os kits de limpeza e os kits de proteção que são distribuídos para quem está em isolamento.”

Google e Apple não compartilharam APIs para desenvolvimento de plataformas conjuntas

Segundo o deputado Odorico Monteiro (PSB-CE), parte dos problemas do app de rastreamento da Covid-19 estão ligados à multitude de plataformas. Tanto o ministério quanto estados e municípios operam independentemente, com apps próprios e sem o compartilhamento de dados entre si.

Monteiro também reclamou da falta de colaboração das big techs, com Google e Apple se recusando a compartilhar interfaces de programação de aplicativos (APIs) com estados e municípios. Ambas as empresas foram convidadas a participar da audiência, porém não enviaram representantes.

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Funcionamento do Coronavírus-SUS utiliza registro em duas etapas e detecção via Bluetooth

Com quase 65 milhões de downloads e mantém 3 milhões de usuários ativos, o Coronavírus-SUS não apresenta apenas problemas de comunicação com os outros apps, mas com sua própria estrutura de funcionamento. O app de rastreamento da Covid-19 utiliza os dados coletados pelo atendimento dos serviços de saúde, que monitoram pessoas com suspeitas ou confirmação de Covid. No entanto, a detecção se dá pelo Bluetooth, o que depende de outras pessoas possuírem o Coronavírus-SUS em seus celulares, já que a interface não se comunica com outros apps.

Via Agência Câmara de Notícias

Imagem: Andrey Popov/iStock