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O ex-baixista e vocalista do Pink Floyd, Roger Waters, revelou durante uma entrevista que recusou uma oferta “gigantesca” de Mark Zuckerberg – CEO do Facebook – para que a rede social utilizasse a canção “Another brick in the wall II” em um comercial do Instagram. De acordo com o próprio cantor, a sua resposta foi: “f#da-se! De jeito nenhum”.

A revelação feita pelo músico de 77 anos – que é conhecido por ter uma carreira baseada ativismo político, com canções que falam sobre desigualdade, luta contra o sistema e a desigualdade social -, aconteceu durante um evento em prol da libertação do cyberativista Julian Assange, preso em 2019 após ter o asilo político revogado pelo governo do Equador. Assange é conhecido por ser um dos fundadores do WikiLeaks e por ser réu em uma ação de vazamento de dados sigilosos do governo dos Estados Unidos.

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Durante o bate-papo, Roger Waters apresentou uma carta do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em que pedia autorização para promover o Instagram com uma das mais conhecidas canções do álbum The Wall, gravado pelo Pink Floyd em 1979.

Waters declarou: “esta é uma carta de Mark Zuckerberg para mim. Chegou esta manhã com uma oferta de uma enorme, enorme quantia de dinheiro, e a resposta é – “Foda-se! De jeito nenhum”.

Em seguida, o cantor declarou considerar o pedido mais um exemplo de um movimento traiçoeiro das big techs para assumir aquilo que ele se refere como “absolutamente tudo”. Roger Waters ainda citou outro trecho da carta do criador do Facebook em que dizia:

“Queremos agradecê-lo por considerar este projeto. Nós sentimos que o sentimento central desta música ainda é tão predominante e necessário hoje, o que mostra o quão atemporal o seu trabalho é, verdadeiramente. “, recitou.

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Confira o trecho da entrevista abaixo:

Inversão de valores

“Another Brick in the Wall” foi pensada por Roger Waters como uma canção de três partes do álbum The Wall. A segunda parte, a qual interessa ao Facebook, foi lançada como um single e chegou a atingir o top 100 das mais tocadas da Billboard.  A canção é uma crítica ao sistema educacional britânico e menciona em seus versos frases como:

“Nós não precisamos de nenhuma educação, nós não precisamos de lavagem cerebral” […] “professores, deixem as crianças em paz!”.

Curiosamente, o sentimento passado pela canção é o inverso das intenções do Facebook e busca conscientizar sobre formas de sociedades em que não há a necessidade para seguirmos fórmulas ou modelos pré-definidos. Algo muito diferente do que acontece no mundo dos algoritmos das redes sociais.

Quanto a estes valores, Roger Waters explicou:

“Não vou ser cúmplice dessa merda, Zuckerberg”, afirmou. “Você pensa: ‘Como é que esse idiota – que começou dizendo:’ Ela é bonita, vamos dar a ela uma nota quatro de cinco, ” Ela é feia, vamos dar a ela um ‘- como diabos ele conseguiu algum poder em qualquer coisa? E, no entanto, aqui está ele, um dos idiotas mais poderosos do mundo.” Lamentou o artista.

Imagem abalada

Atualmente o Facebook sofre com uma crise de imagem ao redor do mundo, sendo acusado de diversas práticas de violação de privacidade, vazamentos de dados pessoais e políticas antitruste em regiões como os Estados Unidos, Reino Unido, Europa e Brasil.

Via Loudwire

Montagem: Vida Celular/Wiki Commons