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Hoje, sexta-feira (04/06), o Twitter foi suspenso indefinidamente da Nigéria, dois dias após remover um tuíte do presidente do país por incitar violência contra supostos separatistas. Lai Mohammed, ministro da informação da nação, disse que a decisão do governo de suspender as atividades do Twitter foi por causa do “uso persistente da plataforma para atividades que são capazes de minar a existência da Nigéria”.

O presidente Muhammadu Buhari, que lutou na guerra civil de 1967 a 1970 na região de Biafra, sudeste do país, tinha tuitado na terça-feira uma ameaça para as pessoas envolvidas nos incidentes acontecendo atualmente na Nigéria. “Aqueles de nós nos campos de batalha por 30 meses, que passaram pela guerra, vamos tratá-los na linguagem que eles entendem”. Na quarta-feira, o Twitter removeu o tuíte por “comportamento abusivo” e suspendeu a conta do presidente Buhari por 12 horas.

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A Nigéria está passando por um surto de turbulência civil, com ataques incendiários a prédios do governo e manifestações pedindo a reforma da polícia. Os manifestantes estão usando o Twitter para se organizar, pedir doações e compartilhar casos de violência policial. O próprio diretor executivo do Twitter, Jack Dorsey, postou um tuíte incentivando doações para os manifestantes na Nigéria.

Mohammed, o ministro da informação, não especificou de que forma o governo vai suspender o Twitter na Nigéria, e seu ministério anunciou a suspensão pelo próprio Twitter. Quando questionado sobre a suspensão da rede social no país, um assessor do ministério disse ao repórter da Reuters para “esperar e ver como as coisas se desenrolam”.

Segundo a Reuters, o app e site do Twitter ainda estavam no ar na capital da Nigéria, Nabuja, e sua principal cidade comercial, Lagos, na sexta-feira. As principais operadoras de internet da Nigéria se recusaram a comentar sobre as diretivas do governo para suspender o Twitter.

Imagem: Salem Ochidi / Unsplash

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